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Polícia Civil arma esquema para evitar conflitos na Libertadores: “Vamos tentar no amor”

Athletico e Palmeiras se enfrentam na Arena da Baixada no próximo dia 30
Athletico e Palmeiras se enfrentam na Arena da Baixada no próximo dia 30

Redação Nosso Dia

25/08/22
às
9:47

- Atualizado há 4 anos

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Temendo possíveis conflitos entre as torcidas de Athletico e Palmeiras na semifinal da Taça Libertadores da América, a Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), da Polícia Civil, já prepara um esquema diferenciado para a partida, em conjunto com a Polícia Militar. A informação foi divulgada pelo delegado Luiz Carlos de Oliveira, que foi convidado para a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Curitiba, nesta quarta-feira (24).

Delegado Luiz Carlos de Oliveira é titular da Demafe (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Questionado pelos vereadores, Oliveira confirmou a ação diferenciada. “Nós tivemos a preocupação de entrar em contato com o presidente da Mancha Verde [organizada do Palmeiras] e também com o presidente da Fanáticos [organizada do Athletico], para que possamos fazer um trabalho junto a essas torcidas no próximo dia 30. Vamos tentar no amor, de todas as formas, porque no terror não deu certo”, disse.

Athletico e Palmeiras se enfrentam na Arena da Baixada no próximo dia 30. O jogo de volta está marcado para a semana seguinte, em São Paulo.

Torcida Única

Durante a fala, o delegado da Demafe voltou a defender a torcida única. Segundo ele, a medida visa coibir “barbáries” dentro dos estádios. “Legislação, lei, nós precisamos de restrição de liberdade. Infelizmente tem que ser dessa forma. Torcida única, nesse momento, porque os estádios são particulares. A Polícia Militar não atua mais dentro dos estádios”, disse.

Álcool

O delegado ainda pediu que os vereadores proponham a restrição para a venda de bebidas por ambulantes, no entorno dos estádios. “Eles ficam bebendo o dia inteiro. Não é a bebida dentro do estádio que traz o transtorno, mas em volta do estádio já tem ali aqueles ambulantes”, afirmou. “E na hora do jogo ele está como? Bêbado. […] Aí ele joga o copo de cerveja na hora do gol, na frente tem a família assistindo ao jogo. Está feita a confusão.”

“Não é só culpa da bebida. Nas torcidas organizadas, hoje compostas por torcedores entre aspas, nós temos marginais travestidos de torcedores ingressando nas torcidas organizadas. E nós temos que combater isso, porque se a torcida organizada também não der um basta nessa violência, compete a nós, nós todos, inclusive os senhores desta Casa, cassarmos o CNPJ dessa torcida que movimenta muito dinheiro”, citou Oliveira. “Essas torcidas organizadas os senhores não têm conhecimento o tanto de dinheiro que eles conseguem arrecadar. E ali ingressa o traficante, o ladrão, o sequestrador, o baderneiro”, concluiu.

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