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A Polícia Militar do Paraná (PMPR) divulgou nota oficial nesta quarta-feira (4) sobre a prisão do líder sindical Nelson Silva de Souza, conhecido como Nelsão da Força, durante a manhã. Segundo a PMPR, a detenção ocorreu após desacato à equipe policial e por ele impedir o acesso de trabalhadores à empresa Brose do Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Ainda conforme a nota, a PMPR atuou para garantir o direito constitucional ao trabalho, oferecendo inclusive escolta policial aos funcionários que desejassem entrar na empresa. Ao mesmo tempo, a PM afirma que também assegurou o direito de greve e a permanência dos manifestantes no local, desde que de forma pacífica.
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A corporação relatou que, durante a atuação policial, Nelsão teria passado a desacatar a equipe, afirmando que não permitiria a entrada de nenhum trabalhador e que todos deveriam, obrigatoriamente, participar da assembleia sindical. Segundo a PMPR, o líder sindical não acatou a ordem policial para liberar o acesso à empresa.
Assista ao vídeo:
Diante da situação, a Polícia Militar informou que foi dada voz de prisão a Nelson pelos crimes de desacato, atentado contra a liberdade de trabalho, previsto no artigo 197 do Código Pena, e resistência à prisão. A nota destaca ainda que, em razão da resistência apresentada, foi necessário o uso diferenciado e seletivo da força para o encaminhamento do manifestante à delegacia.
Por fim, a PMPR afirma que a ação teve como objetivo preservar a ordem pública e assegurar o cumprimento da lei, observando os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.
Deputado critica truculência
A prisão de Nelsão gerou reação política. O deputado estadual Arilson Chiorato criticou a atuação da Polícia Militar do Paraná e classificou a abordagem como truculenta.
“Recebi e lamento muito e vou cobrar sobre isso. Nelsão da Força é detido de forma truculenta e violenta em São José dos Pinhais, cobrando campanha salarial e vale alimentação da empresa Brose. A PM dá um ‘mata-leão’ em um senhor de mais de 60 anos. Não dá para admitir o uso desta força em um senhor de idade. Vamos cobrar a Polícia Militar do Paraná”, afirmou o parlamentar.
A greve
A paralisação começou na última quarta-feira (28), quando os trabalhadores cruzaram os braços cobrando a abertura de negociação coletiva. Atualmente, de acordo com o movimento sindical, os funcionários recebem cerca de R$ 2.500 de salário, vale-mercado de R$ 500 e não contam com PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Entre as principais reivindicações estão a correção salarial pelo INPC mais 2,5% de aumento real, equiparação do vale-mercado aos praticados por empresas do mesmo segmento na região, discussão da jornada de trabalho e implantação da PLR. O sindicato afirma que há grande discrepância entre as condições oferecidas pela Brose e as de outras empresas do setor instaladas na região.