
- Atualizado há 24 horas
A recuperação de uma piscina avaliada em mais de R$ 16 mil no Litoral do Paraná levou a Polícia Civil do Paraná (PCPR) a identificar um esquema de estelionato envolvendo o desvio e a revenda de materiais de construção civil. As investigações, realizadas no âmbito do Verão Maior Paraná, apontam que os golpes já causaram prejuízos superiores a R$ 700 mil em diferentes regiões do Esta
A piscina havia sido subtraída em dezembro de 2025 e foi localizada nesta terça-feira (6), em Pontal do Paraná, sendo posteriormente restituída ao proprietário. A partir da recuperação do material, os investigadores constataram que o item fazia parte de um esquema estruturado de fraudes praticadas contra estabelecimentos do setor da construção civil.
Segundo o delegado da PCPR Fabiano Oliveira, o grupo investigado já era alvo de apurações anteriores pelo desvio de outros materiais de construção, com prejuízos que ultrapassaram R$ 500 mil. Investigações anteriores resultaram, inclusive, na prisão de um empresário pelo crime de receptação na cidade de Piraquara.
No avanço das diligências, a equipe policial identificou que os suspeitos também haviam desviado outras piscinas de uma loja no Litoral. Além disso, foi apurado que, na segunda-feira (5), o grupo se preparava para aplicar um novo golpe contra uma loja de materiais de construção em Curitiba, envolvendo placas de gesso avaliadas em aproximadamente R$ 30 mil. A ação policial impediu a retirada do material e evitou novo prejuízo ao estabelecimento.
De acordo com a PCPR, o grupo utilizava dados cadastrais falsos para realizar compras de alto valor, solicitava links de pagamento via cartão de crédito e contratava serviços de frete para a retirada das mercadorias. Após a entrega, os pagamentos eram contestados junto às instituições financeiras ou operadoras de cartão, resultando em prejuízo financeiro às empresas vítimas.
Os materiais desviados eram revendidos por meio de redes sociais, geralmente por valores abaixo dos praticados no mercado, para outros empresários do setor. Até o momento, os golpes identificados somam prejuízos superiores a R$ 700 mil.
As investigações seguem em andamento para a recuperação dos materiais desviados e a identificação de todos os envolvidos. O delegado Fabiano Oliveira orienta que lojas de materiais de construção evitem vendas de alto valor por meio de links de pagamento, especialmente para clientes desconhecidos ou sem histórico comercial. O alerta também se estende a empresários do setor, para que não adquiram produtos abaixo do valor de mercado, prática que pode caracterizar o crime de receptação qualificada.
DENÚNCIAS – A população pode colaborar com as investigações de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia. Em casos de crime em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.