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Pimentel responde deputada do PT sobre internação involuntária: “Espanta o desconhecimento”

As críticas da deputada de esquerda, feitas na semana passada, apontam que Curitiba estaria protagonizando uma política “higienista”
(Foto: Reprodução)
As críticas da deputada de esquerda, feitas na semana passada, apontam que Curitiba estaria protagonizando uma política “higienista”

Luiz Henrique de Oliveira

10/02/26
às
9:08

- Atualizado há 2 segundos

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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), rebateu as críticas feitas pela deputada federal Carol Dartora (PT) à política de internação involuntária adotada pela Prefeitura de Curitiba. Segundo o prefeito, as declarações da parlamentar revelam “desconhecimento” sobre as políticas públicas já em execução na capital.

As críticas da deputada de esquerda, feitas na semana passada, apontam que Curitiba estaria protagonizando uma política “higienista”. Em resposta, Pimentel afirmou que a internação involuntária segue critérios técnicos e legais e integra uma política de saúde pública estruturada.

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De acordo com o prefeito, os internamentos são precedidos de avaliação clínica, com a elaboração de um projeto terapêutico individual para cada paciente. Ele destacou ainda que há acompanhamento após a alta, especialmente em casos em que a pessoa não consegue se cuidar sozinha ou representa risco à própria vida ou a terceiros.

“O que a deputada chama de propaganda, eu chamo de acesso à informação. Com as redes sociais, estamos mais próximos da população e prestamos contas dos serviços realizados”, afirmou.

Pimentel também disse que não aceitará acusações sem fundamento e reforçou que o trabalho é técnico e voltado à preservação de vidas. Segundo ele, a Lei Federal nº 10.216/2001, em vigor há mais de 20 anos, autoriza a internação involuntária em situações de risco. “Além dessa norma, outras sete leis federais embasam o protocolo adotado pelo município. O prefeito ressaltou que a internação é uma exceção, e não a regra”, disse Pimentel.

O prefeito mencionou ainda que 86% dos curitibanos aprovam a internação involuntária, conforme levantamentos recentes. Sobre as críticas relacionadas à falta de políticas de moradia e assistência social, Pimentel afirmou que a Prefeitura já atua em várias frentes. “Pela Fundação de Ação Social (FAS), há acolhimento para quem deseja; pela Secretaria de Desenvolvimento Humano, tratamento para quem precisa; pela Secretaria de Desenvolvimento, oferta de emprego e qualificação; e, pela Secretaria Municipal da Saúde, atendimento por meio do Consultório na Rua, garantindo acesso à saúde.Ou seja, a prefeitura oferece tudo aquilo que a deputada cobra”, disse.

Ao comentar o que acontece após a internação, Pimentel voltou a criticar a posição da parlamentar. “Excelente pergunta, deputada. Só me espanta o seu desconhecimento das políticas públicas da nossa cidade, visto que a senhora já foi vereadora”, afirmou. Segundo ele, após a internação é feito o encaminhamento aos CAPS, com a construção de um plano terapêutico individual, definido conforme a necessidade de cada pessoa.

O prefeito concluiu dizendo que sua gestão é aberta ao diálogo e deixou um convite à deputada para contribuir com ideias voltadas ao acolhimento de pessoas em situação de rua.

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