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SEGURANÇA

Perito diz que mulheres mentem que sofrem violência doméstica com intuito de prejudicar homens

O vídeo viralizou e o Grupo Perícia Mulheres, composto por servidoras públicas que fazem parte do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares da Polícia Científica do Paraná (SINPOAPAR), emitiu uma nota de repúdio
(Foto: Agência Brasil)
O vídeo viralizou e o Grupo Perícia Mulheres, composto por servidoras públicas que fazem parte do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares da Polícia Científica do Paraná (SINPOAPAR), emitiu uma nota de repúdio

Redação Nosso Dia

22/10/24
às
6:58

- Atualizado há 2 anos

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Em um vídeo divulgado na rede social Instagram, um médico legista de Curitiba afirmou que há dezenas de falsas acusações de mulheres em casos de violência doméstica. O vídeo viralizou e o Grupo Perícia Mulheres, composto por servidoras públicas que fazem parte do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares da Polícia Científica do Paraná (SINPOAPAR), emitiu uma nota de repúdio. (Assista ao vídeo feito pelo médico legista no decorrer da reportagem)

Na tarde desta segunda-feira (21), o vídeo publicado pelo perito não estava mais na rede social dele. Inclusive, a Polícia Científica do Paraná emitiu nota e afirmou que está adotando as medidas cabíveis para apurar a conduta (Leia no decorrer da reportagem).

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No vídeo, o perito, que também se apresenta como servidor em Santa Catarina, afirma que há dezenas de acusações falsas por parte das mulheres. “90% do trabalho hoje é ‘violência familiar’, ‘contra mulher’. Por que eu coloco entre aspas? Porque para cada caso verdadeiro tem dezenas de acusações falsas, para vingança, para vantagens patrimoniais e para alienação parental”, diz o perito.

Em seguida, ele afirma que as Polícias Civil e Militar já estão de saco cheio de casos assim e pedem que homens tomem cuidado, porque as mulheres podem destruir a vida deles. “Ela pode destruir você se escolher, não precisa de provas, não precisa de testemunhas, bastam meras alegações. É uma engenharia social maligna, não é uma lei para proteger ninguém, é para humilhar, espezinhar os homens, para inviabilizar as famílias e para fazer as crianças crescerem em lares desfeitos”, concluiu.

Assista ao vídeo:

Em repúdio, o Grupo Perícia Mulheres emitiu a seguinte nota:

O Grupo Perícia Mulheres, composto por servidoras públicas da Polícia Científica do Paraná e o Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares da Polícia Científica do Paraná (SINPOAPAR) expressam sua profunda indignação e repúdio em relação ao vídeo recentemente veiculado nas redes sociais por um servidor do quadro de Peritos Oficiais.

É inaceitável que um Perito Oficial Criminal, pertencente ao quadro de Servidores Públicos, ao utilizar suas prerrogativas funcionais, propague conteúdo que desrespeita os fundamentos da Justiça e os direitos humanos. Essa conduta representa uma grave afronta a todas as mulheres, cujos direitos devem ser garantidos e protegidos de forma incondicional pelo Estado.

Nós, do Grupo Perícia Mulheres e do SINPOAPAR, repudiamos veementemente as declarações feitas pelo servidor em questão e reafirmamos nosso compromisso em ser guardiões dos direitos das mulheres dentro de nossa instituição. Reiteramos a importância de um ambiente que promova o respeito e a dignidade, assegurando que todas as servidoras se sintam valorizadas e protegidas.

Juntos, continuaremos a lutar pela igualdade, pela justiça e pela proteção dos direitos de todas as mulheres, consolidando um espaço de respeito e dignidade em nossa atuação.

A Polícia Científica, por sua vez, encaminhou a seguinte nota ao Portal Nosso Dia:

A Polícia Científica do Paraná – PCP informa que, diante da circulação de um vídeo nas redes sociais contendo a opinião pessoal de um servidor, a Corregedoria do órgão foi imediatamente acionada assim que tomou conhecimento do fato.

A Corregedora da Polícia Científica do Paraná já está adotando as medidas cabíveis para apurar a conduta e mantém contato com a Corregedoria da Polícia Científica de Santa Catarina a fim de compartilhar informações e assegurar a celeridade da apuração ético-disciplinar.

Ressaltamos que a PCP atua de maneira imparcial e equidistante, reafirmando nosso compromisso com a ciência, verdade e justiça.

Outro lado

O espaço permanece aberto caso o médico legista queira se manifestar.

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