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Perdigão agradece apoio recebido após ser agredido por policial na Vila Capanema: “Obrigado mesmo, de coração”

Ex-jogador afirma que vive momento difícil com a família, mas destaca solidariedade recebida após episódio envolvendo policial militar em Curitiba
Perdigão. Reprodução/ Vídeo
Ex-jogador afirma que vive momento difícil com a família, mas destaca solidariedade recebida após episódio envolvendo policial militar em Curitiba

Angelo Binder

20/01/26
às
21:55

- Atualizado há 2 minutos

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O ex-jogador de futebol Cleilton Eduardo Vicente, de 48 anos, conhecido como Perdigão, utilizou as redes sociais para agradecer as mensagens de apoio e solidariedade recebidas, após ter sido agredido por um policial militar durante a partida entre São Joseense e Operário, realizada no domingo (18), na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense.

Em vídeo nos stories da conta oficial do ex-jogador, Perdigão aparece emocionado ao relatar o momento vivido pela família e reforçar a importância do carinho recebido do público, especialmente em meio a um período de angústia. “Um dia, apesar de tudo, de todos os sentimentos de angústia que a família está passando, a gente conseguiu ter um momento de felicidade com o aniversário da minha neta. Então, agradeço. Não consegui responder a todos, mas mais uma vez agradecendo a solidariedade”, disse.

Ainda no vídeo, o ex-atleta destacou que o apoio recebido tem sido fundamental para enfrentar o momento delicado. “Feliz mesmo por saber que, apesar de tudo, a gente é uma pessoa querida. Se não, é porque a gente fez mais o bem. Obrigado mesmo, de coração, por todo o apoio que recebi pra mim e pra minha família”, afirmou.

Agressão registrada em vídeo

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Perdigão sendo atingido por um policial militar com um cassetete durante a confusão ocorrida na saída do estádio. Além dele, outro rapaz também é agredido pelo mesmo policial. Em uma das imagens, Perdigão aparece caído no chão.

Em publicação nas redes sociais, o ex-jogador afirmou que a agressão ocorreu após o fim da partida, já na saída do estádio, e classificou o episódio como “extremamente constrangedor e doloroso.

Segundo o relato, não houve qualquer tipo de tumulto antes da abordagem. “Eu apenas me aproximei para cumprimentar o policial, parabenizar pelo serviço e desejar uma boa noite. De forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete”, escreveu.

Perdigão afirmou ainda que tentou apaziguar a situação, se afastou e deixou claro que não tinha intenção de confronto, destacando que não houve reação ou comportamento violento de sua parte.

O ex-atleta ressaltou que considera inadmissível qualquer ato de violência, especialmente quando praticado por agentes responsáveis pela segurança pública, e informou que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para que o caso seja apurado.

Apesar do ocorrido, ele afirmou que está bem e reforçou a mensagem de gratidão. “Sempre vou pensar no próximo passo, mas com muita consciência. Um beijo no coração. Obrigado mesmo. Bora atropelar sem ser atropelado. Grande abraço”, concluiu.

Carreira no futebol

Revelado pelo Paraná Clube, Perdigão foi bicampeão paranaense em 1995 e 1996 e teve passagens por clubes como Athletico Paranaense e Belenenses, de Portugal.

No Brasil, defendeu equipes como Londrina, Náutico, Joinville, Marília e Caxias. O ponto mais alto da carreira ocorreu no Internacional, onde integrou o elenco campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006, além da Recopa Sul-Americana em 2007.

Também atuou por Vasco e Corinthians, clube pelo qual conquistou a Série B em 2008, encerrando a carreira profissional em 2011.

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