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Passeio lotado? Conheça cinco curiosidades da Praça Generoso Marques sem sair de casa

O passeio será conduzido pela pesquisadora Clarissa Grassi, especialista em patrimônio cultural
Existem pelo menos duas cópias, uma está localizada na fonte na Praça José Borges de Macedo e outra no MON - Museu Oscar Niemeyer. Foto Fotografando Curitiba
O passeio será conduzido pela pesquisadora Clarissa Grassi, especialista em patrimônio cultural

Redação*

29/08/25
às
6:47

- Atualizado há 6 horas

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O roteiro da visita guiada Caminhando Através do Passado de agosto vai explorar a Praça Generoso Marques e as edificações históricas do entorno. A atividade, com vagas esgotadas, acontece neste domingo (31/8), das 10h às 12h, com ponto de encontro no Bondinho da Leitura, dentro da programação do Domingo no Centro.

O passeio será conduzido pela pesquisadora Clarissa Grassi, especialista em patrimônio cultural. Mais do que um espaço de passagem, a Praça Generoso Marques tem uma longa história com a urbanização de Curitiba. Ela abrigou a cadeia pública, o antigo Mercado Municipal e a primeira sede da Prefeitura da capital paranaense.

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Ao longo do tempo, a praça recebeu diferentes nomes, como Largo da Cadeia, Praça do Mercado e Praça Municipal, até ser oficialmente batizada em 1928 em homenagem a Generoso Marques dos Santos, advogado, jornalista e político que atuou por mais de quatro décadas na vida pública do Paraná. Entre as décadas de 1910 e 1950, bondes elétricos atravessavam a praça.

As inscrições para a visita guiada estão esgotadas. Então, reunimos algumas curiosidades do entorno da praça para quem perdeu.

Cinco curiosidades da Praça Generoso Marques e entorno

Paço da Liberdade – o único tombado pelo Iphan

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Inaugurado em 24 de fevereiro de 1916, o Paço da Liberdade foi a primeira sede da Prefeitura e da Câmara de Curitiba. Projetado pelo então prefeito Cândido de Abreu, o edifício tem estilo arquitetônico em art nouveau e neoclássico e teve o primeiro elevador elétrico da cidade, instalado em 1922. 

Hoje, é o único edifício de Curitiba tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e foi transformado em espaço cultural do Sesc-PR. Desde o início desse ano, o prefeito Eduardo Pimentel mantém ali um “gabinete estendido” para decisões voltadas ao Centro de cidade. Antes do Paço da Liberdade, o local abrigou o primeiro Mercado Municipal de Curitiba, inaugurado em 11 de outubro de 1874.

Casa Edith – tradição desde 1917

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Fundada em 1917 pelo imigrante libanês Kalil Karam, a Casa Edith leva o nome de sua filha e é uma das mais antigas lojas em funcionamento na capital paranaense. Primeiro, na Praça Tiradentes, mudou-se em 1925 para o casarão azul de esquina da Praça Generoso Marques, uma construção de 1879 em estilo neoclássico que até hoje chama a atenção pelas portas e janelas venezianas brancas e pelo frontão que remete ao prédio histórico da UFPR.

Mais do que um ponto de comércio, a Casa Edith atravessa gerações como um símbolo de tradição e memória. Após a morte de Karam, foi adquirida em 1959 pelo imigrante romeno Virgil Trifan, sobrevivente do Holocausto, que manteve o nome e o caráter familiar do negócio. 

Além de referência no vestuário masculino, a loja se destacou pelo envolvimento com a cidade, chegando a doar trajes para animar os carnavais curitibanos até a década de 1970. 

Hoje, reconhecida como Unidade de Interesse de Preservação e Patrimônio Histórico municipal, a Casa Edith segue ativa mais de um século depois de sua inauguração. 

Tigre Royal – do cinema à residência familiar

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Construído em 1916 pelo libanês José Pacífico Fatuch, o Palacete Tigre Royal traz inspiração parisiense e já foi sede de cinema, colégios e lojas de armarinhos. Sua imponência segue como referência da arquitetura eclética curitibana.

O Tigre Royal nasceu no mesmo contexto de modernização urbana que transformou o Centro de Curitiba no início do século XX. O terreno, antes ocupado pelo Armazém Affonso Penna, abrigava um dos mais movimentados comércios da capital, em frente ao antigo Mercado Municipal. 

Com as reformas conduzidas pelo prefeito Cândido de Abreu, a região passou a concentrar palacetes e sobrados de imigrantes abastados, que uniam residência e negócios em construções luxuosas de inspiração europeia. No térreo funcionou o Cine Parisiense e, depois, lojas e companhias tradicionais como Hermes Macedo e a Casa Sade, enquanto no andar superior residia a família Fatuch, até meados da década de 1950. 

A marca Tigre Royal, gravada até hoje no frontão, nunca teve origem confirmada e há quem a relacione a um quadro francês, ao rio Tigre no Oriente Médio ou ao símbolo de grandeza entre os árabes. Atualmente, o palacete abriga restaurante e comércio de calçados, mas segue tombado como Unidade de Interesse de Preservação. 

Escultura “Água pro Morro”, de Erbo Stenzel

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Nos fundos do Paço, na Praça José Borges de Macedo, está a escultura Água pro Morro, criada em 1944 por Erbo Stenzel, um dos mais renomados artistas paranaenses. O que poucos sabem é que a mulher que inspirou a obra tem nome, trajetória e grande relevância para a arte brasileira: Emerenciana Cardoso Neves, também conhecida como Anita. 

Nascida no Rio de Janeiro, em 1918, ela foi escultora formada pela Escola Nacional de Belas Artes em 1959, cantora, compositora de sambas-enredo e artista premiada em vida.

Estátua do Barão do Rio Branco

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A escultura em bronze do Barão do Rio Branco foi inaugurada em 19 de dezembro de 1914. A cerimônia marcou não apenas uma homenagem ao patrono da diplomacia brasileira, mas também o início de uma profunda transformação urbana: a demolição do antigo Mercado Municipal e a construção do Paço Municipal (atual Paço da Liberdade).

A estátua foi obra do renomado artista Rodolpho Bernardelli. Ela representa o diplomata Barão do Rio Branco de frente para a antiga Estação Ferroviária, simbolizando um olhar voltado ao futuro. Essa posição estratégica atesta o desejo de transmitir a mensagem da época de modernidade e conexão com o progresso.

A inauguração coincide com a data da Emancipação Política do Paraná (1853), reforçando o simbolismo cívico e político da obra. O monumento, portanto, não só homenageia o diplomata, mas também celebra a autonomia do estado e a reestruturação do espaço urbano da capital.

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