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Parque Rio da Onça: um paraíso da Mata Atlântica encravado entre as praias do Paraná

Localizado em Matinhos, a menos de 10 minutos de carro da região central da cidade, o parque estadual oferece contato direto com a Mata Atlântica, com destaque para uma fauna rica e uma flora variada, marcada por bromélias, caúnas e jacarandás
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
Localizado em Matinhos, a menos de 10 minutos de carro da região central da cidade, o parque estadual oferece contato direto com a Mata Atlântica, com destaque para uma fauna rica e uma flora variada, marcada por bromélias, caúnas e jacarandás

Redação com AEN

06/03/26
às
9:30

- Atualizado há 8 horas

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Há muito mais do que balneários convidativos para um banho de sol, mar com água limpa, restinga protegida e areia fofa nos cerca de 100 quilômetros de extensão do Litoral do Paraná. Encravado em Matinhos, a menos de 10 minutos de carro da região central do município pela Rodovia Máximo Jamur, a PR-412, o Parque Estadual Rio da Onça é um convite aos amantes da natureza.

A Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), é referência em proteção à biodiversidade da Mata Atlântica. O espaço de 1.650 hectares abriga diversas plantas litorâneas típicas como a canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato, entre outras. O destaque, porém, são as mais de 80 espécies de bromélias. A combinação de cores e modelos ganhou, inclusive, um espaço exclusivo para contemplação, o imponente Mirante das Bromélias. 

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Já em relação à fauna silvestre, pesquisas de campo registraram uma diversidade de mais de 25 espécies de répteis e 19 anfíbios, como lagartos, suçuaranas e tatus. Tudo permeado por cinco trilhas exuberantes, interligadas, que totalizam 1,5 quilômetro, com mirantes para descanso durante o percurso.

    A estudante de Ciências Biológicas, Mariana Guimarães, de 30 anos, não pensou duas vezes em adaptar o roteiro de verão para uma escapada para o remanescente da Mata Atlântica. Uma paixão antiga, que começou na infância. 

    Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

    “Meus avós têm casa atrás do parque há 30 anos, então esse espaço é como se fosse um vizinho. O que percebi é que, de uns tempos para cá, há muita diferença em relação à conservação, ficou melhor. Escutei, por exemplo, um urutau pela primeira vez nessa região”, diz ela, em referência à ave de hábitos noturnos, também conhecida por mãe-da-lua, considerada nobre por simbolizar força e pela forma como se protege dos perigos e dos predadores, se camuflando em pedaços de madeira, galhos de árvore e troncos.

    Conscientização ambiental que faz parte do programa do parque, de acordo com Saulo Ribeiro, um dos recepcionistas da Unidade de Conservação. Segundo ele, é cada vez mais comum acompanhar visitantes interessados em conhecer mais sobre a vegetação e fauna do local.

      “Incentivamos para que essas abordagens sejam cada vez mais comum. O objetivo que as pessoas saiam do Rio da Onça com a consciência de preservação aflorada”, destaca.  

      ORIGEM DO NOME – Criado em 1981 pelo Decreto Estadual nº 3.741, o nome Rio da Onça se deve ao córrego que passa no interior do parque e à existência da onça-parda, também conhecida como puma, na região. “Foi meu bisavô quem batizou o rio que hoje dá nome ao parque. Ele era morador local e, ao buscar água no rio, sempre avistava a onça. Não pensou duas vezes: é o rio da onça. Pegou!”, conta Letícia Donayre, funcionária do local.

      Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

        COMO CHEGAR – O parque está localizado na Rua Argentina, 99, em Matinhos. O acesso é feito pela PR-412 no Balneário Riviera II. O horário de funcionamento é das 8h às 17h, seis dias da semana – a Unidade de Conservação fecha às terças-feiras.

        Para visitas de grupos com 10 pessoas ou mais, deve ser feito um agendamento prévio pelo telefone (41) 3453-2472. A entrada é gratuita.

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