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O padre Danilo César firmou um acordo com a família de Preta Gil após ser processado por declarações consideradas ofensivas à memória da artista e às religiões de matriz africana O caso ganhou repercussão nacional após uma fala do religioso, feita durante uma transmissão online, ser interpretada como intolerância e racismo religioso.
Pelos termos do acordo, o sacerdote se comprometeu a realizar uma retratação pública e reconhecer o impacto de suas declarações. A medida encerra, na esfera cível, uma ação movida pelos familiares da cantora, que também pediam indenização por danos morais.
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O que prevê o acordo
Segundo informações divulgadas pelo G1 Paraíba, o acordo estabelece que o padre deverá se retratar publicamente durante uma missa, que será transmitida pelo canal oficial da paróquia no YouTube, o mesmo meio em que as falas originais foram divulgadas.
Na retratação, ele deverá reconhecer explicitamente que suas declarações tiveram teor ofensivo e que causaram dor à família de Preta Gil.
Além disso, o sacerdote também se comprometeu a adotar uma medida reparatória de caráter social, com doações destinadas a uma instituição indicada pelos familiares.
O processo tramitava na Justiça do Rio de Janeiro e previa um pedido de indenização por danos morais, que acabou sendo substituído pelo acordo firmado entre as partes.
Relembre o caso
A polêmica começou após uma pregação transmitida ao vivo no canal da paróquia, na qual o padre comentou a religião seguida por Gilberto Gil e sua família.
Durante a fala, ele questionou, em tom considerado ofensivo, uma oração feita aos orixás em homenagem à cantora. O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou forte reação pública.
“Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê o poder desses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?”, disse o religioso na ocasião.
A declaração foi interpretada como desrespeitosa às religiões de matriz africana, motivando a abertura de investigação e, posteriormente, a ação judicial por parte da família.
Após a repercussão negativa, o vídeo com a fala foi retirado do ar. O caso seguiu sendo discutido nas redes sociais e na imprensa, levantando debates sobre intolerância religiosa no Brasil.