
- Atualizado há 7 segundos
O Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Teto de Vidro – “Tuke”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de vender drogas “gourmetizadas” para pessoas de alto poder aquisitivo no estado.
A ação, coordenada pela 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, contou com o apoio das polícias Civil e Militar do Paraná. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão nas cidades de Ponta Grossa, Maringá e Curitiba.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Durante o cumprimento das ordens judiciais, expedidas pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, os agentes apreenderam celulares, porções de entorpecentes como maconha, haxixe e derivados com alta concentração de THC, além de itens utilizados na comercialização das drogas, como balanças de precisão, máquinas de cartão, embalagens e piteiras. Também foram recolhidos veículos usados pela organização.
Segundo as investigações, o grupo utilizava plataformas digitais e redes sociais para negociar os entorpecentes, oferecendo produtos com maior valor agregado, conhecidos como “gourmetizados”. As substâncias tinham elevado poder alucinógeno e eram destinadas a um público específico. A entrega era realizada diretamente aos compradores, inclusive com uso dos Correios.
A apuração teve início em 2024, em trabalho conjunto entre o MPPR e a Agência de Inteligência do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa. O caso passou por diferentes fases e, nesta etapa, teve como foco o desmantelamento de mais uma célula da organização.
Paralelamente, o Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) conduzia investigações sobre o mesmo grupo em Londrina, o que levou à integração das forças de segurança.
De acordo com o MPPR, a quadrilha apresentava estrutura organizada, com divisão de funções entre integrantes responsáveis pela gestão das plataformas digitais, logística de entrega e controle financeiro. O material apreendido será periciado e deve contribuir para o avanço das investigações.