PUBLICIDADE
Paraná /
Uncategorized

Obra para conter maior erosão urbana do Paraná atinge 82% de execução

O projeto é resultado de um convênio entre o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), e a Itaipu Binacional, com investimento total de R$ 46,1 milhões
Foto: IAT
O projeto é resultado de um convênio entre o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), e a Itaipu Binacional, com investimento total de R$ 46,1 milhões

Redação com AEN

12/03/26
às
17:13

- Atualizado há 3 segundos

Compartilhe:

Durante a entrega da ampliação da Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina – Ugo Roberto Accorsi, em Loanda, nesta quinta-feira (12), o governador Carlos Massa Ratinho Junior também atualizou o andamento da obra de controle e recuperação da erosão no Emissário Água da Mina, no município do Noroeste. A intervenção alcançou neste mês 82% de execução e tem previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.

O projeto é resultado de um convênio entre o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), e a Itaipu Binacional, com investimento total de R$ 46,1 milhões. Desse valor, cerca de R$ 21 milhões são aportados pelo IAT e R$ 25,1 milhões pela Itaipu.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

“É uma obra importante, uma erosão que estava entrando na cidade, em estado muito crítico mesmo. Ia começar a criar uma grande dor de cabeça para diversos bairros do entorno dessa região, que tem muito problema de erosão em decorrência da terra arenosa. É uma obra cara, mas necessária”, resumiu Ratinho Junior.

A área era considerada uma das maiores erosões urbanas (voçorocas) do Brasil. O processo erosivo se estendia por cerca de oito quilômetros e chegava a atingir aproximadamente 15 metros de profundidade em alguns trechos, avançando gradualmente em direção à área urbana e a propriedades rurais próximas.

“Sempre acompanhamos de perto a preocupação do município com esse problema, que é uma cicatriz na cidade. A erosão vai avançando, gerando preocupação e impactando a infraestrutura local. Então, não tem como pensar em resolver a cidade, trazer mais asfalto, novos investimentos, com esse problema crônico no coração da cidade. Por isso tudo, é uma obra histórica”, declarou o secretário das Cidades, Guto Silva.

O prefeito José Maria Pereira Fernandes atestou a relevância da intervenção para a região. “Aquela erosão já estava derrubando barracões, casas. Nunca se tinha investido em uma solução como agora, com o Governo do Estado, junto com a Itaipu. Está sendo feito lá um canal de 6 metros de largura por 2 metros de altura. É maravilhoso. Algo para ficar marcado no extremo Noroeste e, especialmente, em Loanda”, afirmou.

RECUPERAÇÃO – O projeto de recuperação foi elaborado com apoio técnico da Embrapa e prevê um conjunto de intervenções estruturais e ambientais para conter o avanço da voçoroca e recuperar a área degradada.

“Quando você tem uma área degradada, sem a cobertura vegetal, proteção e drenagem adequadas, potencializa o surgimento de processos erosivos porque a água vai circular por dentro daquele espaço de uma maneira completamente aleatória, com velocidade, e isso vai danificar o solo, causando as voçorocas”, declarou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza. “Esse projeto é para acabar com um grande problema de Loanda, que vem prejudicando o adequado desenvolvimento sustentável da cidade”.

O principal elemento da obra é a construção de um canal retangular de concreto armado com cerca de 1,24 km de extensão, projetado para conduzir o volume de água da drenagem urbana até um grande dissipador de energia em seu trecho final. O sistema foi dimensionado para receber vazões de aproximadamente 55 metros cúbicos por segundo, reduzindo a velocidade da água e evitando a formação de novos processos erosivos.

Além do canal, o projeto inclui a implantação de galerias pluviais que irão conectar a drenagem da cidade à nova estrutura, garantindo maior eficiência ao sistema de microdrenagem urbana.

Entre as estruturas já concluídas está o dissipador de energia, que recebeu mais de 3 mil metros cúbicos de enrocamento pesado para proteção do solo após a saída da água. A estrutura também consumiu mais de 500 metros cúbicos de concreto e cerca de 50 toneladas de aço.

O canal de concreto armado, principal estrutura da intervenção, está com cerca de 90% da execução concluída.

PRESERVAÇÃO – O projeto também prevê a recuperação ambiental da área e a implantação de um parque urbano ao longo da voçoroca. A proposta contempla o plantio de espécies arbóreas em aproximadamente 30 hectares ao longo das duas margens da erosão.

Essa etapa também contempla técnicas de bioengenharia, com o plantio de vegetação para ajudar na estabilização do solo e na recuperação da área degradada. O parque e o viveiro de mudas associados ao projeto estão em fase inicial de implantação e devem avançar após a conclusão do canal e a reorganização do sistema de drenagem urbana da cidade.

Ao todo, até fevereiro deste ano, já foram executados cerca de R$ 30,7 milhões do montante projetado para a obra.

CARACTERÍSTICA DA REGIÃO – A necessidade da intervenção está diretamente ligada às características geológicas da região. Loanda está localizada na formação Arenito Caiuá, que ocupa cerca de 3,1 milhões de hectares no Noroeste do Paraná e abrange 107 municípios, o equivalente a aproximadamente 15% do território estadual.

Os solos dessa formação são predominantemente arenosos, com baixa concentração de matéria orgânica e pouca capacidade de retenção de água, o que aumenta a vulnerabilidade a processos erosivos.

No caso de Loanda, o avanço da erosão já se aproximava da infraestrutura urbana e de áreas residenciais, além de impactar propriedades rurais próximas, o que tornou necessária uma intervenção estrutural de grande porte para estabilizar o terreno e recuperar a área degradada.

TÁ SABENDO?

Uncategorized

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias