
- Atualizado há 3 horas
O deputado estadual Alexandro Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, afirmou nesta segunda-feira (2) que o sentimento predominante no Paraná é pela continuidade do atual governo. A declaração foi feita durante a abertura das sessões legislativas de 2026, quando Curi comentou a disputa interna no PSD pelo Palácio Iguaçu nas próximas eleições, com nomes como o dele, o secretário de Cidades Guto Silva e o secretário de Desenvolvimento Sustentável Rafael Greca.
Segundo Curi, as conversas dentro do partido ocorrem de forma constante e responsável. “Internamente, a gente tem conversado muito sobre a escolha. Quem está acreditando em uma ruptura no partido vai se surpreender”, afirmou.
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Ele destacou que a decisão não será pautada por interesses pessoais. “Não pode ser uma vaidade pessoal. O governador vai tomar a decisão por aquele que tem mais condições de ganhar as eleições e mais de dar continuidade à gestão”, disse, ao reforçar que o paranaense “quer a continuidade dessa gestão, da paz política, da parceria entre governo e prefeitura e da melhor educação”.
Ao citar o atual governador Ratinho Jr., Curi garantiu que, independentemente do nome escolhido, o partido seguirá unido e alinhado ao projeto político que governa o Estado.
Durante a entrevista, Curi também destacou os avanços administrativos da Assembleia Legislativa durante sua gestão. Segundo ele, o objetivo para este ano é aprofundar ganhos de eficiência. “Nós terminamos o último ano com mais de 700 projetos aprovados e mais de mil proposições apresentadas. Foi o melhor resultado da história da Alep”, afirmou.
Na área da transparência, o presidente lembrou que a Assembleia recebeu o selo diamante, sendo a única do Brasil a alcançar 100% dos critérios avaliados. “Queremos manter essa equipe e seguir com índice máximo de transparência”, disse.
Outro ponto destacado foi a economia de recursos públicos. Em 2025, a Alep devolveu R$ 620 milhões ao Executivo estadual. Para este ano, a meta é ainda maior. “Nossa meta é devolver R$ 700 milhões”, afirmou.
Curi também ressaltou o investimento em inovação e aproximação com a população, com parcerias firmadas com a Celepar e a ampliação da Assembleia Itinerante, levando o Poder Legislativo para o interior do Estado.
Sobre 2026 ser um ano eleitoral, o presidente classificou o período como “atípico e desafiador”. Para evitar prejuízos ao funcionamento da Casa, ele anunciou a intenção de alterar o calendário legislativo.
“Amanhã de manhã quero reunir todos os líderes para que a gente faça uma alteração no recesso parlamentar. Ao invés de acontecer em julho, a Alep trabalha até 6 de setembro, e o recesso será nos 15 dias finais do período eleitoral”, explicou. Segundo Curi, a medida busca garantir o andamento dos trabalhos mesmo com deputados em reta final de campanha.
Em relação à Assembleia Itinerante em ano eleitoral, ele disse não ver problemas, mas ponderou que questões como homenagens precisam seguir rigorosamente a legislação. “Vamos aguardar um parecer do Tribunal Regional Eleitoral para seguir à risca o que for determinado”, afirmou.
Curi também falou sobre o aspecto ideológico e o funcionamento do Código de Ética da Assembleia. Ele ressaltou que as mudanças recentes trouxeram mais segurança jurídica, transparência e regras claras para o Conselho de Ética.
“Atualmente temos entre 12 e 14 representações sendo analisadas. Agora há total segurança para aplicar ou não as punições”, disse. Segundo o presidente, a atualização do código foi amplamente debatida ao longo de seis meses, com diversas emendas apresentadas, incluindo 16 da deputada Ana Júlia.
Para Curi, o debate eleitoral é inevitável, mas ele criticou a priorização da polarização por alguns parlamentares. “Infelizmente, alguns priorizam a polarização para reproduzir discursos nas redes sociais. Vou agir com muito rigor, e todas as representações serão encaminhadas ao Conselho de Ética”, afirmou.
Ao falar sobre o fim de seu ciclo na presidência da Alep, Curi disse que pretende deixar um legado baseado em eficiência e responsabilidade pública. “Quero entregar uma Assembleia ainda mais transparente, que devolve quase metade do seu orçamento, com 100% dos recursos aplicados”, afirmou.
Ele também destacou a modernização da Casa, a valorização do quadro de servidores — com concurso público e novos servidores já empossados —, o incentivo à sustentabilidade e a aproximação com a população. “Essa é a Assembleia que quero entregar: eficiente, inovadora e próxima do paranaense”, concluiu.