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Nova Ferrovia entre Paraná e MS passará por 67 cidades e terá 1,5 mil km de trilhos

O principal objetivo da Ferroeste é escoar a produção do Mato Grosso do Sul até Paranaguá, por meio de trens
O principal objetivo da Ferroeste é escoar a produção do Mato Grosso do Sul até Paranaguá, por meio de trens

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

21/06/22
às
14:43

- Atualizado há 4 anos

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A nova ferrovia entre Paraná e Mato Grosso do Sul, com um ramal também até Santa Catarina, passará por 67 cidades, de acordo com o edital do projeto divulgado nesta terça-feira (21) pelo Governo do Paraná. A obra prevê a ligação por trilhos do Porto de Paranaguá até Maracaju, no estado vizinho, com ligação entre Cascavel e Foz do Iguaçu, para permitir a captação de carga da Argentina e do Paraguai.

O Governo do Estado lançou no Palácio Iguaçu, o edital de leilão da Nova Ferroeste (Foto: AEN)

Segundo o projeto, entre Paraná e Mato Grosso do Sul os trilhos passarão por 49 cidades. O principal objetivo da Ferroeste é escoar a produção do Mato Grosso do Sul até Paranaguá, por meio de trens. Serão 1,5 mil quilômetros de trilhos. A contraprestação mínima, o chamado lance inicial, é de R$ 110 milhões.

“Esse é o maior projeto férreo na atualidade no Brasil, sendo considerado o mais sustentável do mundo. Agora é a consulta pública, para que em seguida ele vá para a bolsa de valores. Será uma nova descida para o Porto de Paranaguá. É um projeto final, com as audiências públicas já realizadas. Uma descida até Paranaguá muito mais moderna e com menor impacto ambiental”, destacou o governador Ratinho Junior.

Segundo o governador, a parte de análise técnica já está finalizada. “É considerada uma ferrovia sustentável, com todo cuidado no seu traçado. Por exemplo, 50% da descida na Serra é por túnel, preservando a Mata Atlântica. Na bolsa, os investidores farão os lances para ter um ganhador e esse sonho começar a acontecer. O leilão queremos que aconteça no segundo semestre, por se ter 100 dias de consulta pública e analise dos investidores. Tendo um ganhador, temos um prazo de sete anos para o traçado do Paraná e depois os demais ramais”, explicou o governador.

Governador Ratinho Junior durante apresentação do edital da Nova Ferroeste

Conforme o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçaves, é um dia histórico para a empresa. “Hoje é um dia histórico para o projeto da Nova Ferroeste. Vamos colocar o edital até o dia 15 de julho para que os interessados e investidores analisem e façam as devidas contribuições, para que em seguida sejam colocadas para leilão”, destacou.

O coordenador do plano estadual Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, salientou que o projeto está a todo o vapor. “É a primeira vez que um estado toca um projeto dessa envergadura. O licenciamento ambiental, que é uma questão sensível, já foi superada. Agora estamos esperando uma posição do Ibama sobre isso”, destacou.

NOVA FERROESTE

A Nova Ferroeste é um projeto do Governo do Paraná que vai ligar o Porto de Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul, por trilhos. Ao todo serão 1.567 quilômetros, que vão cortar o Oeste do Paraná, celeiro da produção de grãos do País. Há previsão da construção de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu, que vai permitir a captação de carga do Paraguai e da Argentina, e de Chapecó a Cascavel, viabilizando o transporte da produção do Oeste catarinense. Além disso, permite que Santa Catarina supra a falta de grãos (milho e farelo de soja) para a alimentação dos animais.

O projeto já nasce como o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados do País, o que deve transformar o Paraná num hub logístico da América do Sul por atrair parte da produção de países vizinhos como a Argentina e o Paraguai. Se estivesse em operação hoje, a ferrovia poderia transportar cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, 26 milhões de toneladas seguiriam diretamente para o Porto de Paranaguá.

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