
- Atualizado há 2 anos
O presidente do PSD e secretário de Governo do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab, fez elogios ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, mas admitiu nesta segunda-feira, 11, que dificilmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não consiga se reeleger em 2026. Com isso, admitiu postergar a candidatura do governador do Paraná para 2030.
Ainda não se sabe o que Ratinho Jr. pensa sobre a declaração de Kassab, já que em recente entrevista a Rádio Bandeirantes se colocou como nome da nova política para a disputa presidencial já em 2026, afirmando ter um projeto para o Brasil.
“O que posso dizer é que faço parte de uma nova safra da política do país. Minha geração tem a obrigação de apresentar um novo modelo para o país. Sair da discussão de tese ideológica. Não discutir ideologia, mas metodologia. O que países que são grande potencias conseguiram fazer para a gente aplicar aqui? Hoje, você perde tempo na ideologia e não na metodologia. São discutidos pequenos casos, que não levam comida ao trabalhador, e o país fica rastejando.”, afirmou o governador.
Kassab vê reeleição de Lula e Ratinho para 2030
De acordo com Kassab, até agora o governo petista está caminhando bem. Para perder a reeleição, Lula teria de errar muito daqui para a frente, afirmou.
“Dificilmente o presidente Lula não se reelege em 2026. Só se ele cometer muitos erros”, disse Kassab, acrescentando que erros graves não devem ser cometidos por Lula, que é um político com muita experiência.

Ao se referir ao governador do Paraná, Ratinho Jr., a quem pretendia lançar para concorrer à Presidência em 2026, Kassab disse que “ele chegará forte em 2030” pelo bom trabalho que vem fazendo à frente do governo do Estado.
Kassab fez também uma análise prospectiva sobre a eleição municipal paulista e disse que dificilmente um candidato da direita venceria o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à prefeitura, no segundo turno. No entanto, avaliou que o resultado da eleição para prefeito em São Paulo em nada vai influenciar a presidencial em 2026, que deverá ter Lula reeleito.
“Boulos tem a preferência popular e dificilmente um candidato de direita o vence num segundo turno”, reforçou.