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“Não compactuamos com excessos”, diz Ratinho Jr. sobre afastamento de PM que agrediu Perdigão

Ratinho Junior ressaltou que a conduta atribuída ao policial militar não reflete os princípios nem o preparo das forças de segurança do Estado
Ex-jogador Perdigão (Foto: Reprodução)
Ratinho Junior ressaltou que a conduta atribuída ao policial militar não reflete os princípios nem o preparo das forças de segurança do Estado

Luiz Henrique de Oliveira

20/01/26
às
11:05

- Atualizado há 23 segundos

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O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, afirmou que o Governo do Paraná adotou providências imediatas após tomar conhecimento da agressão sofrida pelo ex-jogador Perdigão durante a saída de uma partida de futebol em Curitiba. O episódio ocorreu no domingo (18), após o jogo entre São Joseense e Operário, na Vila Capanema.

“Assim que tomamos conhecimento do episódio envolvendo a agressão ao ex-jogador Perdigão, ocorrido na saída de uma partida de futebol em Curitiba, adotamos imediatamente as providências cabíveis”, declarou o governador.

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Ratinho Junior ressaltou que a conduta atribuída ao policial militar não reflete os princípios nem o preparo das forças de segurança do Estado. “A conduta relatada não representa o preparo nem os valores das forças de segurança do Paraná. Não compactuamos com excessos e reforçamos que a polícia existe para proteger e respeitar o cidadão”, afirmou.

Segundo o governador, foi determinado o afastamento do policial militar das funções operacionais, com encaminhamento para avaliação, além da abertura de procedimento interno. “Determinamos o afastamento do policial militar das funções operacionais, com encaminhamento para avaliação, e a Corregedoria da PM já instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos”, completou.

Mais cedo, a Polícia Militar do Paraná informou, por meio de nota, que instaurou procedimento interno para apurar o caso, determinou o afastamento imediato do policial para funções administrativas e encaminhou o servidor para avaliação psicológica. A corporação também destacou que a conduta relatada não condiz com o trabalho desempenhado pelas forças de segurança do Paraná.

O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra o ex-jogador Cleilton Eduardo Vicente, conhecido como Perdigão, sendo atingido por um policial militar com um cassetete. As imagens também mostram outro homem sendo agredido pelo mesmo policial e, em determinado momento, uma das vítimas aparece caída no chão.

Em publicação nas redes sociais, Perdigão afirmou que a agressão ocorreu na saída do estádio e classificou a situação como “extremamente constrangedora e dolorosa”. Segundo ele, não houve qualquer tipo de confusão antes da abordagem. O ex-atleta relatou que se aproximou de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo trabalho e desejar boa noite, quando foi surpreendido pela agressão.

Perdigão também afirmou que tentou apaziguar a situação, se afastou e deixou claro que não tinha intenção de confronto, destacando que não reagiu e não apresentou qualquer comportamento violento. Ele disse considerar inadmissível a violência, especialmente quando praticada por agentes responsáveis pela segurança pública, e informou que medidas já estão sendo tomadas para que o caso seja devidamente apurado. Apesar do ocorrido, o ex-jogador afirmou estar bem e agradeceu as mensagens de apoio e solidariedade recebidas.

Revelado pelo Paraná Clube, Perdigão foi bicampeão paranaense em 1995 e 1996 e teve passagens por Athletico Paranaense e pelo Belenenses, de Portugal. No Brasil, atuou por clubes como Londrina, Náutico, Joinville, Marília e Caxias. O ponto alto da carreira foi no Internacional, onde integrou o elenco campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006, além da Recopa Sul-Americana em 2007. Também defendeu Vasco e Corinthians, conquistando a Série B em 2008, e encerrou a carreira em 2011.

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