
- Atualizado há 8 segundos
Antes de ser vítima de um assassinato por uma ficha de fliperama em um bar de Curitiba, Hiago Martins Pinheiro, de 25 anos, era conhecido por amigos e pela cena cultural da capital como Jago, um músico dedicado, autodidata e profundamente envolvido com a comunidade artística. O suspeito de cometer o crime, Moacir Rossi de Godoy, está foragido. (Saiba mais clicando aqui).
Segundo familiares, Jago era guitarrista por vocação, também atuava como compositor e baterista. Participou de bandas como Crotch Rot, Cães de Terminal e Dinheiro Emprestado, sendo presença constante em shows e encontros da cena independente da cidade. “Para os que conviviam com ele, a música era mais do que expressão artística: era forma de construir vínculos e fortalecer a coletividade”, diz a nota divulgada pela família.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Ainda de acordo com familiares, Jago era engajado em movimentos culturais ligados à defesa de direitos e justiça social, Hiago vivia esses valores de maneira ética e pacífica, segundo familiares. “Tinha forte senso comunitário e era reconhecido por ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, dividindo o que tinha, mesmo quando não era muito”, complemente a nota.
Conforme a família, desde 2024, vinha se dedicando intensamente à produção textual. Bilíngue, colaborava com a publicação internacional VegOut Magazine, onde teve publicado o artigo “The Infrastructure of Kindness” na edição premium de novembro. A escrita era outra paixão que cultivava com seriedade.
Recentemente, havia sido aprovado no vestibular e se preparava para se mudar para Campos do Jordão, onde iniciaria o curso de computação em um instituto federal. Pouco antes de morrer, realizou uma cicloviagem de mais de mil quilômetros , experiência que, segundo amigos, simbolizava sua coragem, resistência e amor pela natureza.
O crime ocorreu na noite de 12 de fevereiro de 2026, no bairro São Francisco, em Curitiba. Segundo relatoda família, a situação teve início no bar Taverna do Moe, após Hiago e dois amigos informarem ao responsável pelo estabelecimento que a máquina de fliperama não havia funcionado após a inserção de uma ficha.

Conforme a nota, os jovens teriam sido verbalmente agredidos e decidiram deixar o local. Depois de atravessarem a rua e se acomodarem em outro bar próximo, o responsável pelo primeiro estabelecimento teria iniciado agressões físicas contra um dos rapazes.
Hiago se levantou para defender o jovem e foi atingido no peito por um golpe de faca, em via pública e diante de dezenas de testemunhas. Ele morreu no local.
O suspeito é apontado pelas autoridades como autor do crime e, até as últimas informações oficiais, encontrava-se foragido. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná.
A família afirma confiar na atuação das instituições e pede responsabilidade na divulgação das informações, reforçando que a memória de Hiago deve ser preservada com dignidade enquanto aguardam justiça.