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Mulheres muçulmanas são agredidas e têm hijab arrancado em shopping no Paraná

De acordo com o delegado Geraldo Evangelista, da Polícia Civil, o suspeito foi contido por pessoas que presenciaram a cena após agredir e proferir ofensas discriminatórias contra as vítimas
(Foto: Pixabay)
De acordo com o delegado Geraldo Evangelista, da Polícia Civil, o suspeito foi contido por pessoas que presenciaram a cena após agredir e proferir ofensas discriminatórias contra as vítimas

Gabi Lira | Catve.com

13/02/26
às
15:54

- Atualizado há 37 segundos

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Duas mulheres de descendência árabe e muçulmanas foram vítimas de agressão na tarde de quinta-feira (12), em um shopping de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A suspeita é de que o caso se trate de intolerância religiosa.

De acordo com o delegado Geraldo Evangelista, da Polícia Civil, o suspeito foi contido por pessoas que presenciaram a cena após agredir e proferir ofensas discriminatórias contra as vítimas. Durante o ataque, o homem arrancou o hijab (véu religioso) de uma das mulheres e tentou retirar o de outra, além de desferir socos contra ambas.

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A Guarda Municipal foi acionada, realizou a detenção do agressor e o encaminhou à delegacia. Ele deve responder por lesão corporal e racismo. Até a finalização desta matéria, o homem permanecia sob custódia na Cadeia Pública Laudemir Neves.

Ainda segundo informações da polícia, o suspeito possui histórico de comportamentos semelhantes desde 2018, incluindo registros de invasões à mesquita da cidade e atitudes consideradas discriminatórias que teriam perturbado frequentadores durante momentos de culto.

O que é o hijab?

O hijab é um véu utilizado por muitas mulheres muçulmanas que cobre os cabelos e o pescoço, mantendo o rosto à mostra. Mais do que uma peça de vestuário, ele representa um símbolo de fé, devoção e compromisso religioso no Islã.

Para muitas mulheres, o uso do hijab também está diretamente ligado à identidade cultural e à afirmação de pertencimento à comunidade muçulmana. Ele pode expressar valores como modéstia, respeito e espiritualidade, além de ser uma escolha pessoal que envolve convicção, tradição familiar e autonomia.

O que diz o Código Penal sobre racismo e lesão corporal

O crime de lesão corporal está previsto no artigo 129 do Código Penal Brasileiro. Ele se configura quando alguém ofende a integridade corporal ou a saúde de outra pessoa. A pena varia conforme a gravidade da lesão, podendo ir de detenção de três meses a um ano nos casos leves, até reclusão de dois a oito anos (ou mais) quando há agravantes, como lesão grave ou gravíssima.

Já o crime de racismo é regulamentado pela Lei nº 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. As penas podem variar conforme a conduta praticada, mas geralmente preveem reclusão de um a cinco anos e multa.

Desde 2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo (Lei nº 14.532/2023), tornando-o inafiançável e imprescritível, conforme entendimento constitucional aplicado ao racismo.

Comunidade árabe em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu abriga uma das maiores comunidades árabes do Brasil, formada principalmente por descendentes de libaneses e palestinos. A comunidade tem forte atuação no comércio, na cultura e na vida religiosa da cidade, mantendo tradições por meio de instituições como a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab e centros culturais, contribuindo para a diversidade e o desenvolvimento local.

As informações são da Catve.com.

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