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Mulher de apoiador de Bolsonaro diz que implorou para ele não voltar à festa de petista

Conforme a esposa, Guaranho fazia ronda na sede da Aresf, como era de costume devido a casos recentes de furto no local
Conforme a esposa, Guaranho fazia ronda na sede da Aresf, como era de costume devido a casos recentes de furto no local

Redação

14/07/22
às
8:34

- Atualizado há 4 anos

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A mulher do apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o agente penal Jorge Guaranho, que matou o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná, disse que implorou para o marido não retornar à festa, após ter presenciado a primeira discussão na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf). Ela falou pela primeira vez à RPC, nesta quarta-feira (13), onde também negou que o crime teve motivação política, conforme informou ao Nosso Dia a advogada que representa o bolsonarista, Poliana Lemes Cardoso.

Guaranho é apoiador do presidente Jair Bolsonaro

“Eu implorei pra ele deixar quieto a situação e que era perigoso. Ele falou, vida, ali é meu lugar, ameaçaram minha família, vou pelo menos voltar lá e tirar satisfação. Eu falei, deixa pra lá, é uma bobeira e ele disse, não, eu vou voltar e tirar satisfação”, contou ela em entrevista.

Conforme a esposa, Guaranho fazia ronda na sede da Aresf, como era de costume devido a casos recentes de furto no local. Ela afirmou que ao chegar no local Guaranho ouvia uma música a favor do presidente Jair Bolsonaro, como era de costume. De acordo com a esposa, participantes do aniversário se incomodaram e gritaram, quando Guaranho reagiu e disse: ‘Bolsonaro Mito’.

“Quando ele falou Bolsonaro Mito, a pessoa que estava lá dentro, que creio eu que era aniversariante, pegou terra e pedras e tacou no nosso carro”, disse a esposa, que negou uma motivação política para o caso, mas sim a agressão que Guaranho sofreu.

“O que motivou ele a voltar lá foi essa agressão, que ele se sentiu agredido, né, que ele se sentiu ameaçado, a família ameaçada. Então, por ele ter voltado lá, não tem nada a ver com Lula, não tem nada a ver com o Bolsonaro. A minha família, meu padrasto, minha mãe, eles votaram no Lula, entendeu? Nós conhecemos várias pessoas de outras famílias, nós fazemos churrasco”, disse em entrevista ao repórter Marcos Landim.

Para conferir a entrevista completa clique aqui.

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