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Mulher acusada de matar marido PM é condenada e Justiça determina prisão

Além do homicídio duplamente qualificado, Ellen também vai responder pelo crime de ocultação do cadáver
Além do homicídio duplamente qualificado, Ellen também vai responder pelo crime de ocultação do cadáver

Redação Nosso Dia

11/07/22
às
20:38

- Atualizado há 4 anos

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Acusada de matar e esquartejar o marido, Ellen Homiak da Silva Federizzi foi condenada a 24 anos, 6 meses e 29 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Curitiba. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (11), no Centro Cívico. Ré confessa, Ellen respondia ao crime em liberdade desde junho de 2020, mas, ainda pela manhã, o promotor Marcelo Balzer Correia já havia adiantado que faria o pedido de prisão.

Rodrigo e Ellen Federizzi

Além do homicídio duplamente qualificado, Ellen também vai responder pelo crime de ocultação do cadáver.

De acordo com a acusação, a prisão preventiva foi decretada diante do descumprimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça. Ellen teria se mudado para o estado de Minas Gerais sem comunicar o Tribunal do Júri. O mandado de prisão foi expedido a mando da juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), Ellen Homiak da Silva Federizzi cometeu o crime em julho de 2016 após suposta discussão a respeito de gastos injustificados do casal. A ré era responsável pela administração das finanças do casal.

Conforme a ação penal, Ellen matou Rodrigo com um tiro nas costas. Após o homicídio, buscando ocultar o crime, esquartejou o corpo da vítima, colocou parte dele em uma mala e outra em embalagens plásticas e seguiu de carro para uma localidade rural em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ali, enterrou a mala em um ponto e as demais partes em outro.

O valor que teria dado motivo ao crime seriam despesas de R$ 46 mil questionadas pela vítima. Foi Ellen, ainda, quem procurou a Polícia Civil para denunciar o desaparecimento do marido.

A defesa de Ellen, na saída do júri, adiantou que irá recorrer da sentença. A ausência dela no julgamento, segundo o advogado Cleyson Landucci, teria se dado em razão de ameaças.

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