
- Atualizado há 4 anos
Acusada de matar e esquartejar o marido, Ellen Homiak da Silva Federizzi foi condenada a 24 anos, 6 meses e 29 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Curitiba. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (11), no Centro Cívico. Ré confessa, Ellen respondia ao crime em liberdade desde junho de 2020, mas, ainda pela manhã, o promotor Marcelo Balzer Correia já havia adiantado que faria o pedido de prisão.

Além do homicídio duplamente qualificado, Ellen também vai responder pelo crime de ocultação do cadáver.
De acordo com a acusação, a prisão preventiva foi decretada diante do descumprimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça. Ellen teria se mudado para o estado de Minas Gerais sem comunicar o Tribunal do Júri. O mandado de prisão foi expedido a mando da juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), Ellen Homiak da Silva Federizzi cometeu o crime em julho de 2016 após suposta discussão a respeito de gastos injustificados do casal. A ré era responsável pela administração das finanças do casal.
Conforme a ação penal, Ellen matou Rodrigo com um tiro nas costas. Após o homicídio, buscando ocultar o crime, esquartejou o corpo da vítima, colocou parte dele em uma mala e outra em embalagens plásticas e seguiu de carro para uma localidade rural em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ali, enterrou a mala em um ponto e as demais partes em outro.
O valor que teria dado motivo ao crime seriam despesas de R$ 46 mil questionadas pela vítima. Foi Ellen, ainda, quem procurou a Polícia Civil para denunciar o desaparecimento do marido.
A defesa de Ellen, na saída do júri, adiantou que irá recorrer da sentença. A ausência dela no julgamento, segundo o advogado Cleyson Landucci, teria se dado em razão de ameaças.