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MPT formaliza inquérito contra Pedro Guimarães por assédio sexual e moral

As denúncias feitas por cinco funcionárias, que relataram abordagens inapropriadas do então presidente do banco, também estão sob apuração do Ministério Público Federal, na esfera criminal
As denúncias feitas por cinco funcionárias, que relataram abordagens inapropriadas do então presidente do banco, também estão sob apuração do Ministério Público Federal, na esfera criminal

Estadão Conteúdo

27/07/22
às
15:11

- Atualizado há 4 anos

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O Ministério Público do Trabalho decidiu instaurar um inquérito civil contra a Caixa Econômica Federal e seu ex-presidente Pedro Guimarães na esteira das denúncias de assédio sexual e moral atribuídas ao ex-dirigente.

Pedro Guimarães (Foto: Agência Brasil)

A formalização da investigação se dá após o MPT realizar apurações preliminares sobre o caso, tendo recomendado até que a nova chefe do banco, Daniella Marques, não pague ‘remuneração compensatória’ a Guimarães durante a quarentena de seis meses que ele tem de cumprir após ter deixado o cargo, no dia 28 de junho.

A portaria de abertura de inquérito foi assinada pelo procurador do trabalho Paulo Neto, do 14º Ofício Especializado da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, no Distrito Federal.

O documento ressalta que as denúncias, ‘em princípio, configuram infringência à ordem jurídico-trabalhista e aos direitos coletivos dos trabalhadores’ e ressalta que cabe ao Ministério Público do Trabalho ‘promover a defesa da ordem jurídica, dos interesses sociais, difusos, coletivos e individuais homogêneos afetos à área trabalhista’.

Paulo Neto foi quem conduziu a notícia de fato instaurada pelo MPT após as denúncias de assédio sexual contra Guimarães serem reveladas pelo site Metrópoles. Agora a investigação é formalizada.

As denúncias feitas por cinco funcionárias, que relataram abordagens inapropriadas do então presidente do banco, também estão sob apuração do Ministério Público Federal, na esfera criminal. Além disso, o Tribunal de Contas da União também abriu uma apuração sobre o caso, após representação do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.

O procurador chegou inclusive a realizar uma inspeção surpresa na sede da Caixa. Neto compareceu ao local com o objetivo de verificar o espaço físico onde os assédios denunciados podem ter ocorrido e observar como os funcionários se movimentam internamente.

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