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O Ministério Público do Paraná denunciou um estudante de Medicina, de 22 anos, por homicídio doloso pela morte de uma mulher de 66 anos após um procedimento estético realizado em Curitiba. A denúncia foi oferecida nesta quinta-feira (9) pela 3ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida.
De acordo com o MPPR, o caso ocorreu em setembro de 2025. O denunciado teria alugado salas em um condomínio da capital utilizando documento falso e passou a oferecer tratamentos estéticos, mesmo sem possuir formação médica. No local, ele realizou na vítima um procedimento nos seios que, conforme a acusação, é exclusivo de profissionais médicos habilitados.
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Dias após o procedimento, a mulher passou a sentir dores intensas. Ainda segundo a denúncia, o estudante não encaminhou a paciente para atendimento hospitalar e se limitou a administrar antibióticos, mesmo diante da gravidade do quadro clínico. A vítima morreu no dia 2 de outubro em decorrência de sepse, uma infecção generalizada.
Para o MPPR, o acusado agiu com dolo eventual, ou seja, assumiu o risco de causar a morte ao realizar um procedimento invasivo sem qualificação, em ambiente inadequado e sem as condições mínimas de assepsia e controle de infecção. A promotoria também aponta que ele teria dificultado o acesso ao tratamento adequado ao não buscar assistência médica imediata.
A denúncia inclui ainda qualificadoras como motivo torpe — ligado à ganância —, uso de dissimulação, ao se apresentar falsamente como profissional da saúde, e traição, pela quebra de confiança com a vítima. Como agravante, há o aumento de pena por se tratar de uma pessoa idosa.
Além do homicídio doloso, o estudante também foi denunciado por falsidade ideológica. Conforme o MPPR, ao acompanhar a vítima no hospital, ele teria se identificado como primo e se declarado biomédico, inserindo informações falsas em documentos.
O denunciado está preso preventivamente na Cadeia Pública de Curitiba. Ele foi detido após voltar a realizar procedimentos estéticos mesmo depois da morte da vítima.