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SEGURANÇA

Motorista que atropelou e matou menino em Curitiba é condenado a 9 anos de prisão

A pena de Bruno foi aumentada devido ao sofrimento da mãe de Marcelinho, que, segundo o magistrado, "pensou em tirar a própria vida várias vezes"
Marcelo Jardim, de três anos, foi morto atropelado em outubro de 2019, após sair de um mercado, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba – Foto: Arquivo pessoal
A pena de Bruno foi aumentada devido ao sofrimento da mãe de Marcelinho, que, segundo o magistrado, "pensou em tirar a própria vida várias vezes"

Redação

23/03/23
às
8:53

- Atualizado há 3 anos

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O Tribunal do Júri condenou, após cerca de seis horas de julgamento, Bruno Alisson Batista Ventura a nove anos de prisão pelo homicídio do menino Marcelo Jardim, de três anos, nesta quarta-feira (22). Marcelinho, como era chamado pela família, foi atropelado e morto em outubro de 2019, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba.

O juiz Daniel Avelar, ao ler a sentença, citou que Bruno estava embriagado, não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação), dirigia em alta velocidade e trafegava na contramão da via e, portanto, “assumiu o risco de produzir o resultado morte, configurando assim o crime de homicídio na sua forma por dolo eventual”. Segundo o magistrado, devido aos fatores mencionados, o Conselho de Sentença optou por não absolvê-lo.

Bruno Alisson Batista Ventura — Foto: Reprodução/YouTube/Tribunal do Júri TJPR

“Diante da vontade soberana do Conselho de Sentença, julgo parcialmente procedente a denúncia, eis que retirada a qualificadora em grau recursal, para condenar o senhor Bruno Alisson Batista Ventura nas sanções do crime de homicídio, na sua forma simples e consumada”, disse o juiz ao término do julgamento.

A pena de Bruno foi aumentada devido ao sofrimento da mãe de Marcelinho, que, segundo o magistrado, “pensou em tirar a própria vida várias vezes, além do sofrimento de cada data em que se comemora o dia das crianças, aniversário e dia das mães”. Ele considerou também como agravante o fato de o menino ter sido o único filho dela.

Bruno, que tem outras condenações em sua ficha criminal, deverá seguir preso em regime fechado.

Responsável pela defesa da família de Marcelinho, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o Conselho de Sentença resgatou o respeito à Justiça e à correta aplicação da lei.

“O Conselho de Sentença resgatou o respeito à Justiça estatal e à correta aplicação da lei. Entenderam que fato como este deve ter uma reprimenda à altura. A soma de estar sem carteira, na contramão, embriagado e com veículo pizera são fatores essenciais à assunção do risco. Julgamos hoje um crime de homicídio e não um mero acidente”, afirmou ele ao Portal Nosso Dia.

O caso

Marcelo Jardim, de três anos, morreu no dia 25 de outubro de 2019, após ser atropelado na rua Professor Kloldi Jane Assis, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. O menino chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Logo após o crime, Bruno foi preso em flagrante.

À época, a mãe da criança disse que o filho saiu de casa com uma vizinha para ir ao mercado. O atropelamento aconteceu depois que ele deixou o estabelecimento. Ela relatou ainda que Bruno tentou fugir do local, mas foi contido por testemunhas.

Bruno já havia sido preso dois anos antes por dirigir embriagado.

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