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Motociclistas que circulavam pela região do Centro Cívico, em Curitiba, participaram, nesta segunda-feira (19), da primeira blitz educativa da campanha A Moto Mais Mortal do Mundo, promovida pelos agentes de trânsito da Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran). A ação ocorreu em frente à Prefeitura de Curitiba, na Avenida Cândido de Abreu, e teve como foco a conscientização e a prevenção de acidentes, especialmente envolvendo motociclistas, considerados o grupo mais vulnerável no trânsito.
Durante a blitz, os agentes instalaram gratuitamente antenas corta-pipas nas motocicletas, equipamento que ajuda a reduzir o risco de ferimentos causados por linhas com cerol. Ao longo das ações itinerantes previstas para este ano, mais de 3.500 antenas serão distribuídas na cidade. Além disso, materiais educativos da campanha foram entregues aos condutores, iniciativa que integra as atividades da Escola Pública de Trânsito, em parceria com a Secretaria Municipal da Comunicação Social.
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Entre os motociclistas abordados, a avaliação foi positiva. O servidor público de Brasíla Josué Scucatto, de 45 anos, de passagem por Curitiba, destacou a importância da iniciativa. Para ele, a ação reforça a atenção dos motoristas e protege quem está mais exposto no trânsito. “O motociclista é a parte mais frágil. Aqui em Curitiba acho bastante sinalizado. Quando a gente vê as araucárias, sabe que está chegando em terras paranaenses”, comentou, ao relatar viagens feitas de moto.
O aposentado José Vilmar Pape, de 57 anos, contou que utiliza a motocicleta principalmente para viagens e lembrou do perigo representado pelo cerol. “Já fiz campanha pelo cerol zero e agora essa distribuição gratuita do corta-pipa. Com certeza é uma proteção a mais”, afirmou.

Luiz Marcelo, de 53 anos, que trabalha com aplicativo, disse que toda medida de segurança é bem-vinda. Ele relembrou acidentes que já sofreu, incluindo uma fratura exposta, e avaliou que ações educativas ajudam a melhorar o comportamento no trânsito. “É perigoso, mas sabendo usar e tendo preparo, a gente percebe uma melhora”, disse.
O motoboy Fernando Reis, de 36 anos, que está há pouco tempo na profissão, também participou da blitz. “Já me envolvi em acidentes, embora nunca tenha tido problemas com linhas de pipa. Há diferentes comportamentos tanto de motoristas quanto de motociclistas no dia a dia. Muitos problemas poderiam ser evitados”, afirmou.
Maurício Guimarães, de 62 anos, avaliou que as blitze são fundamentais para conscientizar, especialmente diante da pressa comum no serviço de entregas. “Já soube de lesões muito sérias causadas por fios de pipa. É importante instalar, ainda mais sendo gratuito”, comentou.
A diretora da Escola Pública de Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, explicou que a blitz marca o início de uma série de ações ao longo do ano voltadas ao público de duas rodas, incluindo motociclistas, ciclistas e usuários de patinetes. “A campanha acontece por meio de exposição e blitz educativa. Todos saem mais seguros com a antena anti-cerol”, afirmou.
A campanha A Moto Mais Mortal do Mundo tem como ponto de partida uma motocicleta simbólica, construída com peças de outras 12 motos envolvidas em acidentes fatais em Curitiba. A proposta é sensibilizar a população sobre os riscos, estimular comportamentos seguros e reforçar a importância da prevenção para reduzir feridos e mortes no trânsito.
Como parte da iniciativa, uma exposição itinerante apresenta a moto montada e painéis que contam a história de 12 famílias que perderam entes queridos em acidentes com motocicletas. A mostra permanece no hall de entrada da Prefeitura de Curitiba até o dia 24 de janeiro.