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Mortes por ebola no Congo ultrapassam 500; profissionais de saúde ameaçam entrar em greve

No mesmo dia, trabalhadores da linha de frente deslocados para a província de Ituri, epicentro do surto, emitiram um aviso de 24 horas ameaçando entrar em greve caso as autoridades não os paguem e não melhorem suas condições de trabalho
No mesmo dia, trabalhadores da linha de frente deslocados para a província de Ituri, epicentro do surto, emitiram um aviso de 24 horas ameaçando entrar em greve caso as autoridades não os paguem e não melhorem suas condições de trabalho

Estadão Conteúdo

06/07/26
às
13:35

- Atualizado há 12 segundos

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Pelo menos 500 pessoas morreram entre mais de 1,5 mil casos confirmados no surto de ebola na República Democrática do Congo, informaram as autoridades na noite de domingo, 5, enquanto trabalhadores da linha de frente ameaçaram entrar em greve por causa de benefícios não pagos e más condições de trabalho.

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O surto já registrou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, desde que foi declarado em 15 de maio, à medida que a disseminação continua a superar a resposta, informou o Ministério da Saúde do Congo em atualização divulgada na noite de domingo.

No mesmo dia, trabalhadores da linha de frente deslocados para a província de Ituri, epicentro do surto, emitiram um aviso de 24 horas ameaçando entrar em greve caso as autoridades não os paguem e não melhorem suas condições de trabalho.

O grupo inclui principalmente profissionais de saúde que têm trabalhado com pouco descanso, enquanto enfrentam ataques de moradores irritados e ampla desconfiança em relação ao vírus.

No aviso ao governo, ao qual a Associated Press (AP) teve acesso a uma cópia, os trabalhadores dentro e fora dos hospitais disseram que não receberam benefícios desde o início do surto e que não têm suprimentos adequados para o trabalho.

Eles também reclamaram de salários baixos, da “arrogância” de equipes enviadas da capital do país, Kinshasa, e do uso “excessivo” de mão de obra de outras províncias sem priorizar trabalhadores locais em Ituri, além da falta de equipamentos adequados.

As ameaças de greve ocorrem poucos dias após o início do recrutamento para ensaios clínicos, aumentando as preocupações no epicentro sobre seu possível impacto. Qualquer paralisação também pode prejudicar os esforços para conter a disseminação do surto, que agora foi confirmado em três províncias do leste, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A falta de vacinas ou tratamentos aprovados para o vírus Bundibugyo, responsável pelo atual surto de ebola, tem complicado os esforços de resposta. O vírus Zaire, mais comum e para o qual existe vacina, foi responsável pela maioria dos 16 surtos anteriores da doença no Congo.

As autoridades ainda não identificaram o paciente zero do surto e precisam rastrear possivelmente dezenas de milhares de pessoas que tiveram contato com indivíduos infectados.

O primeiro mês deste surto de ebola foi o pior já registrado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

*Com informações da Associated Press (AP).

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