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Morre adolescente agredido por ex-piloto Pedro Turra

Agressão, ocorrida no dia 24 de janeiro, teria sido motivada por desavença envolvendo um chiclete arremessado; vítima estava em coma desde então
Pedro Turra (Foto: Reprodução)
Agressão, ocorrida no dia 24 de janeiro, teria sido motivada por desavença envolvendo um chiclete arremessado; vítima estava em coma desde então

Estadão Conteúdo

08/02/26
às
15:22

- Atualizado há 12 segundos

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Morreu neste sábado, 7, o adolescente de 16 anos que estava em coma após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Turra em Vicente Pires, no Distrito Federal. A agressão, ocorrida no dia 24 de janeiro, teria sido motivada por uma desavença envolvendo um chiclete arremessado.

Turra, de 19 anos, está preso desde o fim do mês passado. Na última segunda-feira, 2, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda.

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Antes, o advogado de defesa do ex-piloto, Daniel Kaefer, disse não ter tido acesso aos autos ou inquéritos policiais para fazer qualquer comentário sobre o caso e criticou a atuação do delegado responsável (mais abaixo). A reportagem agora busca novo contato com o defensor.

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira foi confirmada nas redes sociais por Flávio Henrique Fleury, tio da vítima. “Não resistiu, acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”, escreveu.

O Colégio Vitória Régia, onde Rodrigo estudava, também lamentou a morte do adolescente. “Rodrigo deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”, diz a escola. “Seguiremos unidos em oração, fé e amor, sustentados pela esperança que temos em Cristo.”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou sobre a morte do adolescente. “Estávamos em oração para que Deus pudesse restaurar a sua saúde, mas aprouve a Deus recolhê-lo. Meu Deus, que dor”, escreveu, em publicação no Instagram.

Como mostrou o Estadão, Turra teria atingido o adolescente com uma série de golpes na cabeça, levando a um traumatismo. A vítima precisou ser submetida a uma cirurgia no crânio e estava em coma desde o ocorrido.

O acusado havia sido preso logo após cometer o crime, mas foi solto após pagar fiança de R$ 24,3 mil – isso até a nova prisão, em 30 de janeiro.

Responsável pelo caso, o delegado Pablo Aguiar, da 38.ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), afirmou que a prisão foi realizada em caráter preventivo e a operação teve autorização judicial.

Disse também que a prisão preventiva de Turra só foi possível após os agentes reunirem depoimentos de outras vítimas que comprovaram o histórico de violência do suspeito. Facas e soco-inglês teriam sido apreendidos na residência de Turra, relatou.

Aguiar confirmou que, ao todo, quatro ocorrências que envolveriam Turra estão sob investigação: a agressão do jovem de 16 anos; uma briga em Águas Claras; a agressão de um homem de 49 anos durante briga de trânsito; e o relato de uma jovem menor de idade de que ele a teria forçado a ingerir bebida alcoólica.

A defesa de Turra criticou a atuação do delegado, manifestando “profundo repúdio à conduta extremamente desnecessária, desequilibrada e imparcial do delegado de polícia que manifestou acusações, pré-julgamentos e injúrias à pessoa de Pedro, mesmo não tendo nenhuma qualificação profissional para emitir tal parecer”.

Turra faria parte do quadro de pilotos da temporada 2026 da categoria escola da Fórmula Delta, considerada o passo seguinte para pilotos que pretendem sair do kart rumo aos veículos de fórmula, mas foi desligado. A categoria automobilística informou que a decisão “já estava em andamento”.

“Reafirmamos que a Fórmula Delta não compactua com qualquer tipo de violência e tem como pilares o respeito, a responsabilidade e a formação humana e esportiva”, disse anteriormente a categoria, que ainda prestou solidariedade ao adolescente quando ainda estava em coma.

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