
- Atualizado há 11 horas
A cadela Pretinha, companheira do cão Orelha, morreu nesta segunda-feira, 9, em Florianópolis. A cachorrinha recebia tratamento veterinário desde janeiro, mas morreu em decorrência de falência renal, agravada por complicações causadas pela doença parasitária dirofilariose.
Pretinha era uma cachorrinha comunitária, assim como Orelha, e também vivia perto da Praia Brava, na capital catarinense. Após Orelha ser vítima de violência e acabar morrendo em um caso que comoveu o Brasil, Pretinha foi socorrida por moradores locais e, depois, adotada pelo empresário paulista Bruno Ducatti. Ela então começou a passar por tratamento.
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Em nota oficial postada nas redes sociais, Ducatti afirmou que foi apenas após a retirada das ruas que se soube a condição de saúde ruim de Pretinha. O tutor conta que a cadelinha teve internação intensiva, exames, medicações e acompanhamento contínuo, mas não resistiu.
A dirofilariose é uma doença parasitária grave causada pelo verme Dirofilaria immitis, um parasita semelhante à lombriga, que afeta o sistema circulatório de animais como cães, gatos, furões e outros. É conhecida como “verme do coração” e tem uma piora progressiva. Mosquitos de diversas espécies, incluindo o Aedes Aegypti e os do gênero Culex (pernilongos comuns), podem transmitir a doença.
Ducatti prestou uma homenagem aos dois animais e relatou a tristeza pela morte de sua cachorrinha. “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário – e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”, afirmou.
“Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua”, escreveu Ducatti, antes de pedir pelo combate ao abandono animal.
Segundo relatos de pessoas que moram próximos à Praia Brava, ouvidos pelo jornal local ND Mais, Pretinha e Orelha eram inseparáveis, sendo que o macho protegia a companheira. A cachorrinha já vinha apresentando sinais de dor, mesmo antes de receber tratamento.