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Moraes viu risco de ‘ações antidemocráticas’ ao liberar buscas contra empresários

O ministro também manifestou preocupação com o potencial de financiamento de "atividades digitais ilícitas e incitação à prática de atos antidemocráticos"
O ministro também manifestou preocupação com o potencial de financiamento de "atividades digitais ilícitas e incitação à prática de atos antidemocráticos"

Estadão Conteúdo

29/08/22
às
18:08

- Atualizado há 4 anos

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Ao autorizar a Polícia Federal (PF) a fazer buscas contra empresários bolsonaristas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ver indícios de uma “verdadeira organização criminosa” antidemocrática.

Alexandre de Moraes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Moraes se baseou em uma representação da Polícia Federal, assinada pelo delegado Fábio Alvarez Shor, e em provas colhidas em outras investigações sobre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro também é relator dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, que fecharam o cerco contra aliados do Planalto. Um juiz instrutor que trabalha no gabinete de Moraes apontou “conexão probatória” entre as suspeitas que recaem sobre os empresários e as apurações que correm sob a relatoria do ministro.

Moraes deu sinal verde para a apreensão de celulares, quebra de sigilo bancário e telemático (de mensagem) e suspensão dos perfis dos empresários nas redes sociais. A decisão diz que as garantias individuais não poderiam ser usadas como um “verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas”.

O ministro também manifestou preocupação com o potencial de financiamento de “atividades digitais ilícitas e incitação à prática de atos antidemocráticos” e defendeu uma “reação absolutamente proporcional do Estado” para “afastar a possível influência econômica na propagação de ideais e ações antidemocráticas”.

“O poder de alcance das manifestações ilícitas fica absolutamente potencializado considerada a condição financeira dos empresários apontados como envolvidos nos fatos, eis que possuem vultosas quantias de dinheiro, enquanto pessoas naturais, e comandam empresas de grande porte, que contam com milhares de empregados, sujeitos às políticas de trabalho por elas implementadas”, escreveu.

A operação foi deflagrada na última terça-feira, 23, e fez buscas conta oito empresário: Afrânio Barreira Filho, do restaurante Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, do grupo Multiplan; José Koury, dono do shopping Barra World; Luciano Hang, da rede de lojas Havan; Luiz André Tissot, da Sierra Móveis; Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii; Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa.

Os empresários fazem parte de um grupo de WhatsApp e conversaram abertamente sobre um golpe caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito. As mensagens foram reveladas pelo portal Metrópoles.

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