- Atualizado há 11 horas
Faltando poucos dias para o início do julgamento sobre a trama golpista no Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (30) novas medidas de vigilância na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, área nobre de Brasília.
A decisão prevê que a Polícia Penal do Distrito Federal faça monitoramento presencial da área externa da residência e das divisas com imóveis vizinhos, locais que poderiam representar risco de fuga.
A medida foi adotada após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter se posicionado contra o pedido da Polícia Federal (PF) para manter agentes dentro da casa 24 horas por dia. Ele defendeu, no entanto, reforço da segurança nas imediações e no acesso ao condomínio — ponto acatado por Moraes.
Além disso, o ministro autorizou que todos os veículos que deixarem a casa passem por vistorias em compartimentos internos e porta-malas. Cada inspeção deverá ser registrada, com identificação dos automóveis, motoristas e passageiros, e enviada diariamente ao STF.
Na próxima terça-feira (2), Bolsonaro e outros sete réus do núcleo 1 da suposta trama golpista começam a ser julgados pela Primeira Turma da Corte.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o início de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica, após descumprir medidas que o proibiam de interagir por meio das redes sociais de terceiros.
Na semana passada, outra investigação revelou que Bolsonaro mantinha em seu celular um documento de solicitação de asilo político dirigido ao presidente da Argentina, Javier Milei. A defesa alegou que se tratava apenas de um “rascunho” e negou qualquer tentativa de fuga.