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Apaixonado por Curitiba, como sempre deixa claro, o prefeito Rafael Greca (PSD) se prepara para os últimos onze meses de mandato com o ‘coração pulsando’. Foi o que afirmou ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia, na manhã desta segunda-feira (5), antes da sessão de abertura dos trabalhos em 2024 na Câmara Municipal de Curitiba (CMC).
“Estou muito feliz e meu coração está pulsando para vocês. Quanto mais pudermos fazer ainda, mais faremos. Vou entregar a cidade muito melhor do que recebi e isso me deixa muito orgulhoso”, afirmou Greca, que vai encerrar o terceiro mandato como prefeito. Ou seja, pode se orgulhar de ser o homem que mais comandou a capital.
A história de Greca como prefeito de Curitiba começou de 1993 a 1996, quando apoiado pelo então comandante da cidade, Jaime Lerner, foi eleito com 324.348 votos (51,96%), contra 144.479 votos (23,14%) do segundo colocado, o ex-prefeito e candidato do partido do então governador do Estado Roberto Requião, Maurício Fruet (PMDB). Como não havia reeleição, não pôde comandar a capital por mais quatro anos, dando a vez para Cássio Taniguchi, candidato que apoiou e foi eleito.
Após isso, Greca foi deputado federal (de 1999 a 2003) e estadual (de 2003 a 2007). Chegou a ser também Ministro do Esporte e Turismo do governo Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2000. Ficou por um tempo ausente de um cargo de chefe do Executivo.
Após a carreira no Legislativo e em governos estaduais e até Federal, Greca voltou a concorrer a eleição municipal de Curitiba em 2012, quando conquistou apenas o 4° lugar pelo PMDB, apoiado por Roberto Requião, com 10,45% dos votos válidos (101.866). Na ocasião, Gustavo Fruet (PDT) venceu no 2° turno o atual governador, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD).
Passando 2012, Greca continuou chamando atenção nas redes sociais pelas postagens falando do amor por Curitiba. Fez também oposição forte a Fruet e criticou a forma de administração do pedetista, dizendo que era preciso resgatar a capital mais linda do Brasil. Saiu candidato pelo minúsculo PMN em 2016 e surpreendeu. Greca venceu o primeiro turno e foi para a disputa no segundo turno com Ney Leprevost, ganhando com 53,25% dos votos válidos (461.736).
Já em 2020, concorreu à reeleição pelo extinto DEM (atual União Brasil). Greca passou por cima dos adversários e ganhou de goleada no primeiro turno, com 59,74% dos votos válidos (499.821). O segundo colocado, o deputado estadual Goura, conseguiu apenas 13,26% (110.977).
Agora em 2024, ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia, afirmou que trabalhará muito para eleger o atual vice-prefeito, Eduardo Pimentel. “Vou apoiar os vereadores da minha base e pessoas que têm amor por Curitiba. Trabalhar muito para fazer o Eduardo Pimentel Slavieiro o meu sucessor”, disse Greca.

Atualmente, Greca está no PSD, partido do governador Ratinho Junior, que também apoiará Pimentel. O que o prefeito fará após deixar o cargo em dezembro de 2024? Ainda é um mistério.