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Mesmo sob protestos, deputados aprovam pedido de Governo para vender ações da Copel

Na redação final, os votos favoráveis subiram para 38 enquanto os contrários permaneceram com 13 votos.
Na redação final, os votos favoráveis subiram para 38 enquanto os contrários permaneceram com 13 votos.

Geovane Barreiro e Elizangela Jubanski, especial para o Nosso Dia

24/11/22
às
11:21

- Atualizado há 3 anos

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Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovaram, em segunda instância e de maneira final, a proposta do Governo do Estado que transforma a Companhia Paranaense de Energia (Copel) em uma corporação. A segunda votação aconteceu na manhã desta quinta-feira (24), em regime de urgência. A segunda votação foi concluída após três sessões extraordinárias, em poucas horas da manhã de hoje. A discussão sobre a venda de parte da Copel teve briga entre os deputados e diversas manifestações nas galerias. A redação final foi aprovada no fim da sessão, pouco antes das 11 horas.

Manifestantes contra a proposta do Governo ocuparam as galerias da Casa durante as sessões desta quarta-feira (23). Créditos:Orlando Kissner/Alep

A proposta sobre o futuro da Copel teve 35 votos favoráveis e 13 contrários. Na redação final, os votos favoráveis subiram para 38 enquanto os contrários permaneceram com 13 votos. Os deputados receberam a proposta na segunda-feira e tiveram, ao todo, três dias para apreciar o pedido de mudança.

A segunda discussão aconteceria nessa quarta-feira (23), logo após a primeira votação. Mas o projeto recebeu cinco emendas de plenário, que fizeram a pauta voltar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisar de nova apreciação, antes de ir ao plenário, de novo.

Porta-voz do Governo do Estado, o deputado estadual Guto Silva comemorou a aprovação do projeto. “Agora, após essa aprovação, o projeto vai ao governado para sancionar nos próximos dias e agora é todo o prazo de transição de economia mista para corporação. Há todo um calendário para que isso ocorra de maneira tranquila, podemos acontecer entre um ano a um ano e meio. Temos muito trabalho de gestão pela frente”, disse ele à imprensa.

Galeria estava tomada por manifestantes. Foto: GB/Portal Nosso Dia

Na defesa pela mudança, o deputado rebateu a oposição sobre os lucros da Copel. “A Copel traz dividendos robustos ao Estado, mas o que está em jogo não é o lucro. Estamos mudando essa modelagem para que a Copel consiga manter os seus ativos. As três grandes usinas da Copel, que é um patrimônio muito importante, coloca a Copel no jogo para poder preservar e dar robustez nessa competição cada vez mais voraz de grupos internacionais. Após essa mudança, com a garantia de patrimônio, teremos em três ou quatro anos dividendo até maiores”, completou Guto Silva.

Já o líder Arilson Chiorato (PT) lamentou a aprovação do projeto e disse que a discussão deveria incluir a população. “Esse projeto deveria ter no mínimo um ano de discussão, com visitas aos municípios, conversas com pessoas, lideranças. Olha o que está acontecendo com as ações da Copel?”, finalizou.

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