
- Atualizado há 3 anos
Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovaram, em segunda instância e de maneira final, a proposta do Governo do Estado que transforma a Companhia Paranaense de Energia (Copel) em uma corporação. A segunda votação aconteceu na manhã desta quinta-feira (24), em regime de urgência. A segunda votação foi concluída após três sessões extraordinárias, em poucas horas da manhã de hoje. A discussão sobre a venda de parte da Copel teve briga entre os deputados e diversas manifestações nas galerias. A redação final foi aprovada no fim da sessão, pouco antes das 11 horas.

A proposta sobre o futuro da Copel teve 35 votos favoráveis e 13 contrários. Na redação final, os votos favoráveis subiram para 38 enquanto os contrários permaneceram com 13 votos. Os deputados receberam a proposta na segunda-feira e tiveram, ao todo, três dias para apreciar o pedido de mudança.
A segunda discussão aconteceria nessa quarta-feira (23), logo após a primeira votação. Mas o projeto recebeu cinco emendas de plenário, que fizeram a pauta voltar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisar de nova apreciação, antes de ir ao plenário, de novo.
Porta-voz do Governo do Estado, o deputado estadual Guto Silva comemorou a aprovação do projeto. “Agora, após essa aprovação, o projeto vai ao governado para sancionar nos próximos dias e agora é todo o prazo de transição de economia mista para corporação. Há todo um calendário para que isso ocorra de maneira tranquila, podemos acontecer entre um ano a um ano e meio. Temos muito trabalho de gestão pela frente”, disse ele à imprensa.

Na defesa pela mudança, o deputado rebateu a oposição sobre os lucros da Copel. “A Copel traz dividendos robustos ao Estado, mas o que está em jogo não é o lucro. Estamos mudando essa modelagem para que a Copel consiga manter os seus ativos. As três grandes usinas da Copel, que é um patrimônio muito importante, coloca a Copel no jogo para poder preservar e dar robustez nessa competição cada vez mais voraz de grupos internacionais. Após essa mudança, com a garantia de patrimônio, teremos em três ou quatro anos dividendo até maiores”, completou Guto Silva.
Já o líder Arilson Chiorato (PT) lamentou a aprovação do projeto e disse que a discussão deveria incluir a população. “Esse projeto deveria ter no mínimo um ano de discussão, com visitas aos municípios, conversas com pessoas, lideranças. Olha o que está acontecendo com as ações da Copel?”, finalizou.