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A divulgação de uma pesquisa eleitoral sobre a corrida pelo Governo do Paraná e pelas duas vagas ao Senado foi suspensa por decisão da desembargadora Sandra Bauermann, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O levantamento, realizado pelo instituto Paraná Pesquisas e contratado pelo PL, estava previsto para ser divulgado nesta sexta-feira (6).
A decisão foi tomada após ação apresentada pelo PSB do Paraná, partido presidido no estado pelo deputado federal Luciano Ducci. A informação foi publicada inicialmente pelo Blog Politicamente. O instituto informou que irá recorrer da decisão.
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Mesmo sem ter, até o momento, um pré-candidato ao Palácio Iguaçu ou ao Senado, o PSB entrou com a medida questionando pontos metodológicos da pesquisa. A legenda alegou que o levantamento apresentaria falhas materiais e formais capazes de comprometer a fidedignidade dos resultados.
Entre os pontos apontados está a forma como alguns pré-candidatos foram apresentados no questionário. Segundo a ação, determinados nomes apareciam associados a padrinhos políticos de grande apelo eleitoral, como Requião Filho vinculado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Giacobo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e Guto Silva ao governador Ratinho Junior. Outros concorrentes, no entanto, eram apresentados sem qualquer referência política, o que, de acordo com o PSB, poderia induzir o eleitor e ferir o princípio da isonomia.
Outro questionamento envolve os cenários de segundo turno. De acordo com o partido, o ex-juiz e senador Sergio Moro aparecia em todas as simulações, enquanto o pré-candidato Luiz França (Missão) não foi incluído em nenhum cenário apresentado aos entrevistados. Ao analisar o caso, a desembargadora Sandra Bauermann destacou dois pontos principais: a associação de pré-candidatos a padrinhos políticos e a ausência de alguns nomes nas simulações de segundo turno.
Na decisão, a magistrada afirmou que a vinculação de candidatos a figuras políticas de grande apelo pode violar a igualdade entre os concorrentes. Segundo ela, a prática pode gerar vantagem indevida para alguns nomes em detrimento de outros que aparecem de forma isolada.
A desembargadora também apontou possível desigualdade na elaboração dos cenários de segundo turno, destacando a ausência do pré-candidato Luiz França nas simulações, enquanto Sergio Moro aparece em todas elas.
Diante disso, foi determinada a suspensão da divulgação da pesquisa até análise mais aprofundada do caso.