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Uma menina de apenas 9 anos escreveu bilhete e denunciou o padrasto por cometer abusos contra ela em Rebouças, no Sudeste do Paraná. O homem de 31 anos foi preso preventivamente pelo crime de Estupro de Vulnerável.
Conforme informado, o Inquérito Policial foi instaurado em 1º de outubro de 2025 para apurar abusos sexuais praticados contra uma criança de 9 anos de idade, enteada do investigado.
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A revelação dos fatos ocorreu de forma espontânea, quando a vítima, em atendimento psicológico no CTA (Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente) de Rebouças, entregou à profissional um bilhete manuscrito relatando que se sentia mal quando seu padrasto tocava nas partes íntimas.
Durante a escuta especializada, conduzida por psicóloga, a criança confirmou as informações e detalhou que os abusos ocorriam no período da manhã, após sua mãe sair para trabalhar e antes da avó chegar para levá-la à escola.
Segundo o relato da vítima, o padrasto a despia, tocava nas suas partes íntimas, e também expunha seu órgão genital. Questionada sobre a frequência dos abusos, a criança afirmou que já havia ocorrido “mais de algumas vezes” e confirmou que o último abuso havia acontecido na própria manhã em que fez a revelação.
A oitiva de testemunhas corroborou com a investigação. A principal testemunha afirmou ter notado significativa alteração no comportamento da criança nos dias anteriores à denúncia. Segundo informações, a menina, que era uma criança vaidosa, passou a apresentar comportamento arredio e irritadiço, querendo ficar isolada.
As investigações revelaram ainda que o indiciado já responde a outra investigação por crime idêntico. Conforme Inquérito Policial da comarca de Teixeira Soares, foi formalmente indiciado pela prática de Estupro de Vulnerável contra outra vítima, com o mesmo modus operandi: aproveitar-se de momentos a sós com crianças para praticar atos libidinosos.
Diante da gravidade dos fatos, da existência de investigação anterior pelo mesmo crime e do risco de reiteração delitiva, o Delegado Thiago França Nunes representou pela Prisão Preventiva do investigado.
Após o deferimento da medida cautelar, ele permaneceu foragido por aproximadamente 3 meses até se apresentar voluntariamente na Delegacia de Polícia de Irati, acompanhado do advogado, quando foi efetivada a prisão.