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Megaoperação no Paraná prende 61 pessoas e desarticula esquema bilionário de jogos ilegais

As diligências tiveram forte atuação em cidades como Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Campo Mourão, além de outros municípios paranaenses
Foto: Adilson Domingues/PCPR
As diligências tiveram forte atuação em cidades como Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Campo Mourão, além de outros municípios paranaenses

Redação Nosso Dia

08/04/26
às
16:15

- Atualizado há 48 segundos

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O Paraná foi o centro de uma megaoperação que resultou na prisão de 61 pessoas suspeitas de integrar um esquema nacional de exploração de jogos de azar. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com o Ministério Público do Paraná, ocorreu entre terça-feira (7) e quarta-feira (8) e mobilizou centenas de agentes em diversas regiões do Estado.

As diligências tiveram forte atuação em cidades como Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Campo Mourão, além de outros municípios paranaenses. Ao todo, foram cumpridas 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva, 102 mandados de busca e apreensão e 184 bloqueios de contas bancárias, com objetivo de sequestrar cerca de R$ 1,5 bilhão.

A operação contou com mais de 330 policiais civis e o apoio de três aeronaves. Entre os presos estão lideranças do grupo criminoso, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional. Durante as ações, foram apreendidos valores em reais e moedas estrangeiras, máquinas caça-níquel, armas, munições, celulares e documentos.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de 132 veículos avaliados em mais de R$ 11 milhões, 111 imóveis que somam cerca de R$ 32,9 milhões e mais de 100 cabeças de gado, estimadas em R$ 43,9 milhões. Também foram retirados do ar 21 sites de apostas ilegais.

As investigações começaram há mais de três anos, no município de Grandes Rios, no Norte do Paraná, e avançaram a partir da análise de equipamentos eletrônicos apreendidos. A apuração identificou uma empresa de tecnologia sediada em Apucarana, responsável por desenvolver sistemas usados na operação das apostas ilegais.

Ao longo do trabalho investigativo, foram analisados mais de 2,6 terabytes de dados e mais de 520 mil operações financeiras, com base em dezenas de quebras de sigilo bancário e fiscal. As autoridades apontam que o grupo criminoso surgiu da união de duas grandes organizações — uma paranaense e outra goiana — formando uma estrutura com atuação em pelo menos 19 estados.

Segundo o delegado Ricardo Monteiro de Toledo, o grupo construiu uma operação altamente estruturada. “Os investigados firmaram parcerias com outras organizações criminosas e formaram um verdadeiro império financeiro, com alto padrão de vida e atuação em larga escala”, afirmou.

De acordo com o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o esquema movimentou mais de R$ 2 bilhões em quatro anos. “O centro da lavagem de dinheiro era a cidade de Cianorte, com uso de contas de laranjas, fintechs e empresas de pagamento para ocultação dos valores”, explicou.

As investigações também revelaram um núcleo tecnológico responsável pelo desenvolvimento de plataformas digitais de apostas ilegais. Conforme o promotor Filipe Assis Coelho, o grupo operava sistemas que permitiam apostas online em diversas modalidades, incluindo jogos de azar e apostas esportivas.

Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais. A operação segue em andamento para identificar outros participantes e aprofundar as investigações.

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