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Manifestantes pedem Justiça em frente ao Mercado Livre, após cães desaparecerem na RMC

Eles pedem por Justiça pelos quatro cães comunitários que desapareceram após uma possível ação de funcionários da empresa
Manifestação em frente ao Mercado Livre (Foto: Vitória Santin - Nosso Dia)
Eles pedem por Justiça pelos quatro cães comunitários que desapareceram após uma possível ação de funcionários da empresa

Luiz Henrique de Oliveira e Vitória Santin

16/02/26
às
16:13

- Atualizado há 12 segundos

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Moradores e protetores de animais realizaram um protesto, na tarde desta segunda-feira (16), em frente ao Centro de Distribuição do Mercado Livre, no bairro Boqueirão, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles pedem Justiça pelo desaparecimento de pelo menos quatro cães comunitários, que, segundo denúncias, teriam sido levados por determinação de alguém ligado à direção local da gigante do e-commerce.

Entre os manifestantes estavam moradores da região e protetores independentes de animais. Eloi dos Santos, de 60 anos, afirmou que conhecia os cães que circulavam pelo local. “Sumiram com os cachorros. Eles estavam aqui antes da empresa e eram cuidados pela comunidade”, disse. A protetora Inajá também cobrou esclarecimentos. “A gente quer saber onde estão os cães e o que aconteceu com eles. Não queremos que outros animais passem pelo que eles passaram”, afirmou.

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O protetor independente Zezinho Dias disse que a comunidade aguarda respostas há cerca de 20 dias. “Eles desapareceram e até agora não temos informações claras. Disseram que os animais foram levados para uma ONG, mas não são os mesmos cães que viviam aqui. Estamos fazendo um protesto pacífico e vamos continuar cobrando até que digam onde eles estão”, declarou.

Manifestação em frente ao Mercado Livre (Foto: Vitória Santin – Nosso Dia)

Segundo denúncias feitas por funcionários da empresa ao Portal Nosso Dia, que pediram para não se identificar por medo de represálias, os animais teriam desaparecido após uma ação considerada de higienização, realizada no dia 28 de janeiro. Os relatos indicam que um enforcador teria sido encontrado no local e que os cães teriam sido colocados em um veículo e levados para destino desconhecido. Ainda de acordo com esses funcionários, a ação teria sido determinada por alguém do alto escalão da empresa.


A vereadora de Curitiba Andressa Bianchessi participou da manifestação e afirmou que já havia cobrado explicações anteriormente. “Abandonar e maltratar animais são crimes. Houve uma nota dizendo que os cães foram encaminhados para uma ONG, mas não são os mesmos animais que estamos procurando. Já solicitamos que a Delegacia de Araucária investigue o caso”, disse.

(Foto: Reprodução)

Em um primeiro posicionamento ao jornal O Popular de Araucária, o Mercado Livre informou que os cães teriam sido encaminhados para a ONG DNA Animal.

A ONG divulgou nota esclarecendo que, no dia 10 de fevereiro de 2026, recebeu três cães entregues pela equipe da empresa diretamente em sua sede, dentro de uma parceria previamente estabelecida. No entanto, segundo a entidade, os animais acolhidos não são os mesmos apontados como os cães comunitários que ficavam na rua de acesso ao Centro de Distribuição em Araucária.

Em resposta ao Portal Nosso Dia, a assessoria de imprensa do Mercado Livre não mencionou o resgate nem o encaminhamento dos cães para a ONG. A empresa afirmou apenas que “repudia e não compactua com maus-tratos a animais” e que está colaborando com as autoridades, com prioridade, para o completo esclarecimento dos fatos.

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