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Lula: Não posso dizer que não houve corrupção na Petrobras se pessoas delataram

Lula afirmou que não há espaço para praticar corrupção no Brasil e reiterou críticas à Operação Lava Jato, que o levou à prisão e o tirou das eleições de 2018
Lula afirmou que não há espaço para praticar corrupção no Brasil e reiterou críticas à Operação Lava Jato, que o levou à prisão e o tirou das eleições de 2018

Estadão Conteúdo

13/09/22
às
8:12

- Atualizado há 4 anos

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O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a reconhecer nesta segunda-feira, 12, que houve corrupção na Petrobras ao longo de seus governos. O petista, no entanto, reiterou a tese de que os desvios só foram apurados porque, à época, sua gestão criou estruturas de investigação e não protegeu ninguém – o que também seria feito em eventual novo governo, garantiu o ex-presidente. “Nós criamos mecanismos para que nada ficasse debaixo do tapete”, declarou, em sabatina da CNN Brasil. “Só haverá possibilidade de não ser investigado se não cometer ilícito.”

(Antonio Cruz/Agência Brasil)

Lula afirmou que não há espaço para praticar corrupção no Brasil e reiterou críticas à Operação Lava Jato, que o levou à prisão e o tirou das eleições de 2018. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou todos os processos do petista por erros de origem e considerou Sérgio Moro (União Brasil), então juiz da operação, posteriormente ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e hoje candidato ao Senado pelo Paraná como um magistrado parcial.

“O processo de investigação poderia ter sido mais sério se juiz não fosse o pilantra que foi”, disparou o petista, que jogou a culpa dos casos de corrupção em seus governos em quem “meteu os pés pelas mãos”. “A Lava Jato causou 4 milhões de postos de trabalho fechados e destruiu o setor de engenharia, de óleo e gás”, disse o candidato.

Por orientação de auxiliares de campanha, Lula ainda retomou na sabatina a ideia de colar o tema da corrupção no presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), seu maior rival na disputa. Ele citou as suspeitas de corrupção no Ministério da Saúde durante a compra de vacinas contra a covid-19 e a aquisição de 51 imóveis em moeda corrente pela família do chefe do Executivo, conforme revelado pelo UOL.

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