
- Atualizado há 4 anos
O laudo de necropsia do Instituto Médico Legal de Curitiba apontou que a morte do jovem Phelipe Francisco Lourenço, de 25 anos, após um festival de música na Pedreira Paulo Leminski, no último sábado (13), foi por afogamento. Para a delegada Tathiana Guzella, responsável pelo caso, a hipótese de um homicídio, como aponta a família do rapaz, está no momento descartada.

“O laudo aponta as mesmas coisas da declaração de óbito, o que confirma a morte por afogamento. Há lesões leves no joelho, por exemplo, que podem ter acontecido durante o trajeto dele pela área do evento, mas que não contribuíram para a morte”, afirmou a delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista ao Portal Nosso Dia na tarde desta quinta-feira (18).
Conforme a delegada, agora fica pendente o laudo toxicológico e o de local de morte, para que a investigação seja concluída. “A gente percebe, pelas imagens de câmeras de organização do evento, que ele é abordado por seguranças e, sozinho, sai correndo para o mirante. O que ele estava pensando quando foi para cima, não sabemos. Ouvimos uma testemunha que confirmou que ele estava sozinho ali, por isso o caso é tratado como um acidente”, explicou Guzella.
A delegada ainda afirmou que não conseguiu acesso ao celular do jovem e nem informações sobre quem é o rapaz que o ajuda a pular a grade para acessar a área restrita do evento. “O celular, apesar de ter estado com uma pessoa online nesta semana, não nos foi entregue pela família, até fazemos esse apelo. Quanto a esse rapaz que ajuda o Phelipe, nem amigos e nem familiares souberem nos dizer quem é”, concluiu a delegada.
O espaço está aberto para um posicionamento da defesa da família do jovem.
Sobre o caso
A organização do evento ‘Muvuca’, que aconteceu no sábado(13), garante que consultou as câmeras de segurança e fala em acidente. Já a família disse, no dia seguinte à morte, que ele foi agredido e jogado no lago e pede por resposta.
Manifestação
Durante a tarde de domingo, amigos e familiares realizaram um protesto em frente a Pedreira Paulo Leminski para cobrar explicações. Durante o ato, participantes mais exaltados chegaram a depredar a loja destinada para turistas no complexo.
No boletim de ocorrência, registrado na Polícia Civil, a família diz que o jovem foi agredido e jogado no lago. Para justificar a versão, cita hematomas na perna e no pescoço. O mesmo boletim, porém, aponta parada cardíaca como causa da morte.
Acidente
Diante da repercussão ocorrida nas redes sociais, o Muvuca se posicionou nas redes sociais. Segundo a organização, imagens de câmeras de monitoramento mostram que, após o encerramento do evento e a saída total do público, o jovem teria retornado ao complexo, pulando o muro lateral externo e se dirigindo a uma área de acesso restrito, que faz divisa da Pedreira com a Ópera de Arame, local onde ocorreu a queda.
“Nas imagens não foram encontrados sinais de confronto ou agressão contra o jovem”, afirma.
A nota descreve ainda que, no mesmo instante em que foi identificado o acidente, as equipes de socorristas prestaram os atendimentos emergenciais e deslocaram o jovem, ainda em vida, até o hospital mais próximo, por meio da ambulância presente no local. A versão contraria a posição da Prefeitura de Curitiba, que diz que ele já chegou morto à UPA.