
- Atualizado há 20 horas
A retirada de um eucalipto no Passeio Público gerou questionamentos nas redes sociais e motivou críticas de moradores e de vereadores, que colocaram em dúvida a necessidade da intervenção e cobraram a divulgação dos laudos técnicos. Também circularam publicações afirmando que a árvore teria sido removida para viabilizar a montagem do Inverno Encantado de Curitiba, hipótese negada pela Prefeitura.
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Em meio à repercussão, a administração municipal divulgou o laudo fitossanitário, estrutural e de avaliação de risco que embasou a decisão. O documento conclui que o eucalipto apresentava elevado comprometimento estrutural e fitossanitário, oferecendo risco à segurança dos frequentadores do parque, e recomendou a supressão da árvore.
Durante a inspeção, os técnicos constataram que a árvore estava em estágio avançado de senescência, caracterizado pela perda progressiva da vitalidade biológica e pelo comprometimento da integridade mecânica. O laudo afirma que havia galhos de grande porte estruturalmente comprometidos, com risco iminente de ruptura e queda.
O documento também identificou a presença abundante de brotações epicórmicas, consideradas um indicativo de estresse severo da árvore, além de intensa infestação por erva-de-passarinho, planta hemiparasita que retira água e nutrientes do hospedeiro, acelerando a perda de vigor e a necrose dos galhos.

Na avaliação de risco, os engenheiros destacam que a permanência do eucalipto era incompatível com os princípios de segurança estabelecidos pela norma técnica ABNT NBR 16246-3, principalmente pela combinação entre o estado da árvore e sua localização em uma área de grande fluxo de pessoas. O parecer conclui que a probabilidade de ruptura de galhos e o potencial de danos justificavam a retirada do exemplar.
Outro ponto destacado é que o eucalipto é classificado como uma espécie florestal exótica invasora no município de Curitiba. Segundo o laudo, a legislação municipal prevê a substituição desse tipo de árvore por espécies nativas, tanto por questões ambientais quanto de segurança urbana.
Como medida compensatória, o documento recomenda o plantio de 15 mudas de espécies nativas da Floresta Ombrófila Mista, incluindo araucária, cedro-rosa, erva-mate, pitangueira, guabiroba e jabuticabeira, entre outras.

O laudo é datado de 6 de julho de 2026 e foi assinado pelo diretor do Departamento de Parques e Praças, Giovando A. Romanine, pela gerente de Parques e Bosques, Walquíria P. Lima, e pelo gerente de Licenciamento Ambiental, Valdir H. Carcereri. O documento ainda reúne registros fotográficos que mostram galhos secos, infestação por erva-de-passarinho, danos no tronco e o direcionamento de possíveis quedas de galhos para áreas de circulação de visitantes.