- Atualizado há 3 anos
A cidade da Lapa, Região Metropolitana de Curitiba, pode ganhar um corredor de biodiversidade, ligando as áreas particulares próximas ao Parque Estadual dos Monges, o próprio parque e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Urú. A intenção é criar uma rede de RPPNS ( de vários proprietários) que ligaria as propriedades, trazendo uma revitalização e valorização para o turismo sustentável do município.
“A ideia que está ganhando apoio e repercussão, inclusive em nível nacional, é a criação de um corredor de biodiversidade, ligando as áreas particulares do Parque Estadual dos Monges, o próprio parque e a reserva RPPN Mata do Urú, em que os proprietários oferecem os espaços com o objetivo de conservação ambiental. Seria uma grande rede de RPPNs”, explicou Márcio Assad, proprietário da Casa do Anfitrião do Parque dos Monges, que seria sede do projeto.
Assad destacou, em entrevista ao Portal Nosso Dia, que o principal objetivo é revitalizar o Parque dos Monges, que foi reaberto, mas ainda precisa de melhorias estruturais e de recursos humanos. “Desde que reabriu, foi de forma desestruturada, sem um estacionamento, por exemplo. Nós achamos que esse grande espaço da biodiversidade pode ser melhor utilizado, com uma exploração sustentável para pesquisa e turismo”, destacou.
Segundo Assad, a proposta está ganhando força e espera-se que outros proprietários também queiram participar. “Nós temos o apoio da Confederação Nacional das RPPNs e da Apave (Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana). A proposição de RPPNs deve ser espontânea e estamos dando o exemplo”, salientou.
O entusiasta do turismo explicou que, no período em que ficou fechado, o Parque dos Monges foi mal explorado. “A área do Parque dos Monges dos Monge foi abandonado a própria sorte . Apenas as espécies exóticas: pinus e eucaliptos foram retiradas e as obras que foram realizadas foram de péssima qualidade e nenhum programa efetivo de revitalização foi realizado, nem pessoal especializado disponibilizado. Oportunidade para criar estruturas para educação ambiental foram desprezadas. Queremos que o Parque dos Monges se torne um case que mostre o que não deve ser feito com um parque e, em posterior, a recuperação dele, com árvores nativas e frutíferas”, explicou.
Agora, conforme Assad, o trabalho é de formiguinha para convencer outros proprietários a participarem da ideia para a criação do corredor de biodiversidade. “Temos que convencer outros proprietários para que, as áreas que antecedem o Parque dos Monges, se tornem RPPNs, promovendo a chegada de uma unidade da Apave na Lapa, para os proprietários que queiram trabalhar no desenvolvimento do parque e da educação ambiental”, concluiu.