
- Atualizado há 4 anos
A 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba negou, nesta quarta-feira (3), um pedido que tentava impedir a retomada das obras na Linha Verde. O pedido havia sido feito pelo consórcio Estação Solar, com quem a prefeitura rompeu contrato em dezembro do ano passado. No início da semana, Rafael Greca anunciou que as obras do último lote devem se iniciar nos próximos 15 dias.

No pedido, o consórcio pede perícia para atestar a qualidade e a quantidade dos serviços que prestou, apurar a situação dos trabalhos, erros de projeto, desequilíbrio econômico-financeiro do contrato e responsabilidade pelos atrasos, o que foi autorizado pela Justiça.
Impedir a retomada das obras, porém, para a juíza Diele Denardin Zydek, contraria o interesse público.
“Isso porque, como já consignado por este Juízo, é contrário ao interesse público que se determine paralisação de obra dessa magnitude e importância para o Município, e que de já dura mais de 15 anos, acumulando atrasos, e gerando transtornos aos cidadãos que trafegam pela região”, destaca.
Após o rompimento do contrato, a administração municipal divulgou nota em que afirmava que desembolso dos recursos acontece conforme a entrega dos serviços. “Durante a execução do contrato, a Prefeitura de Curitiba pagou rigorosamente em dia pelos serviços executados, tendo inclusive aplicado reajustes solicitados pelo consórcio. O município agiu completamente dentro da legislação que rege a contratação de obras públicas”, disse na ocasião.
O trecho final da Linha Verde tem 2,84 quilômetros e liga as estações Solar e Atuba. A prefeitura afirma que as obras deveriam ter sido finalizadas em novembro de 2021.