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Justiça manda Santos depositar 30% do salário de Willian Bigode em juízo por caso das criptomoedas

Os valores ficam retidos pela Justiça até que haja uma decisão para apontar culpados pelo golpe
Willian Bigode jogou em 2023 pelo Athletico — Foto: Foto: José Tramontin/athletico.com.br
Os valores ficam retidos pela Justiça até que haja uma decisão para apontar culpados pelo golpe

Estadão Conteúdo

07/03/24
às
7:18

- Atualizado há 2 anos

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O juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª vara cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que o Santos deposite 30% de todos os vencimentos a serem pagos a Willian Bigode em uma conta judicial como garantia para o desenrolar do processo no qual o atacante é acusado de causar prejuízos financeiros ao ex-colega de Palmeiras, o lateral-direito Mayke. Ele nega as acusações. Quem também move processo contra o jogador é Gustavo Scarpa, do Atlético-MG.

A retenção desse porcentual dos vencimentos mensais já havia sido determinada pelo magistrado em 2023 e teve efeito apenas em dezembro, quando o jogador ainda estava vinculado ao Fluminense e tinha seu salário pago em parte pelo Athletico-PR, clube que defendia. Os valores ficam retidos pela Justiça até que haja uma decisão para apontar culpados pelo golpe. Portanto, Mayke não tem acesso a essa quantia no momento. Agora, com a notificação ao Santos, os valores voltarão a ser recolhidos.

“Inexistem novidades na medida que a decisão mantém o posicionamento do Juízo adotado cautelarmente desde setembro do ano pretérito. Não tenho dúvidas que a questão será reapreciada de forma mais esmiuçada quando houver apresentação da defesa, oportunidade que restará comprovada a ausência de qualquer responsabilidade do Willian em prejuízos provocados em negócios firmados por terceiros”, afirma Bruno Santana, advogado de Willian Bigode. O Santos foi procurado pela reportagem do Estadão, mas até o momento não se manifestou sobre o tema.

ENTENDA O CASO

O processo movido por Scarpa e Mayke aponta que partiu de Willian e de sua sócia Camila Moreira de Biasi a sugestão de investimentos na XLand, que ofereceria uma rentabilidade de 2% a 5% sobre o valor investido. Scarpa aplicou R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke e sua mulher, Rayanne de Almeida, investiram R$ 4 583.789,31.

Os problemas com a XLand começaram em meados de 2022, quando os jogadores do Palmeiras tentaram resgatar a rentabilidade, mas não tiveram sucesso após seguidas negativas e adiamentos da XLand. Mais tarde, eles tentaram romper o contrato, mas também não receberam o valor devido.

Após seguidos contatos com os sócios da XLand, Jean do Carmo Ribeiro e Gabriel de Souza Nascimento, com Willian e Camila e um coach de gestão financeira, Marçal Siqueira, que tinha parceira com a empresa acriana, Scarpa e Mayke procuraram seus advogados e registraram um boletim de ocorrência. Desde então, o processo corre na Justiça paulista, ainda sem decisões proferidas sobre culpabilidade dos réus.

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