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O ex-agente penal Jorge Guaranho, que cumpre pena de 20 anos de reclusão pelo assassinato do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, recebeu autorização judicial para migrar para o regime domiciliar. A medida, que passou a valer oficialmente no dia 17 de março, permitiu que o apenado deixasse o Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para retornar à sua cidade de origem, Foz do Iguaçu.
A decisão da Justiça fundamentou-se no atual estado de saúde do ex-servidor. De acordo com o despacho, o quadro clínico e as sequelas físicas que o acompanham desde o episódio do crime foram determinantes para a concessão do benefício. A defesa argumentou com sucesso que a unidade prisional onde ele se encontrava não dispunha da infraestrutura necessária para oferecer o suporte médico e a assistência contínua exigidos pelo seu caso.
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Esta movimentação no processo não é inédita, uma vez que Guaranho já havia obtido o direito à prisão domiciliar anteriormente, mas a decisão acabou revogada em março de 2025, o que o obrigou a retornar ao sistema fechado. Com o novo entendimento jurídico, ele agora enfrenta restrições severas: está terminantemente proibido de se ausentar de sua residência em Foz do Iguaçu, sendo as únicas exceções permitidas as saídas devidamente comprovadas para consultas ou tratamentos de saúde.
O caso que levou à condenação ocorreu em julho de 2022, durante a comemoração do aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda. A festa, que tinha temática política, foi invadida por Guaranho, que na época era servidor da Penitenciária Federal de Catanduvas. Após uma discussão inicial motivada por divergências ideológicas, o ex-agente retornou ao local armado e efetuou os disparos que tiraram a vida do guarda municipal. Pelo ato, ele foi exonerado do cargo público em 2023 por decisão do Ministério da Justiça.
*Com informações da Catve.com.