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Jovem que matou pai e filho em revenda de veículos no Paraná alega legítima defesa

Ele afirma que, durante a conversa, Analdo teria sacado uma pistola e apontado a arma em sua direção, enquanto o outro homem teria lhe desferido um soco no rosto
Nata Fagundes alega legítima defesa (Foto: Reprodução)
Ele afirma que, durante a conversa, Analdo teria sacado uma pistola e apontado a arma em sua direção, enquanto o outro homem teria lhe desferido um soco no rosto

Redação Nosso Dia

06/03/26
às
7:30

- Atualizado há 14 segundos

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O jovem Nata Fagundes de Paula, de 25 anos, investigado pela morte de pai e filho dentro de uma loja de veículos em Cascavel, no Oeste do Paraná, divulgou um vídeo no qual apresenta sua versão sobre o crime. O material foi encaminhado à imprensa e também à Polícia Civil pela defesa.

No vídeo, Nata afirma que a confusão que terminou nas duas mortes teria começado por causa de uma dívida relacionada à negociação de um veículo. Segundo ele, trabalha com compra e venda de carros e vinha sendo cobrado pelo valor restante de um negócio.

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De acordo com o investigado, o veículo teria sido negociado por R$ 100 mil. Ele afirma que já teria pago R$ 65 mil, ficando com o restante em aberto. Nata relatou que estava em Londrina quando começou a receber cobranças e, segundo ele, ameaças por parte de uma das vítimas.

Ainda no vídeo, o jovem afirma que decidiu ir até Cascavel para tentar resolver a situação pessoalmente. Segundo ele, ao chegar à revenda de veículos, houve uma discussão entre os envolvidos.

Nata relata que tentou negociar a dívida oferecendo uma corrente de ouro. No entanto, afirma que, durante a conversa, Analdo teria sacado uma pistola e apontado a arma em sua direção, enquanto o outro homem teria lhe desferido um soco no rosto.

De acordo com a versão apresentada, durante a confusão ele conseguiu tomar a arma e os disparos ocorreram durante a disputa.

“Eu não cheguei na loja para matar ninguém. Fiz para me defender. Tomei a arma da mão dele e, na disputa, acabei apertando o gatilho. Foi uma tragédia. Eles morreram com a arma deles”, afirma no vídeo.

O material foi protocolado junto à Delegacia de Homicídios com um pedido da defesa, feita pelo escritório Dalledone & Advogados Associados, para que o conteúdo seja anexado ao inquérito policial como um interrogatório indireto.

Na petição apresentada nesta quinta-feira (5), os advogados alegam que ainda não houve agendamento para o depoimento formal do investigado. No documento, a defesa também afirma que Nata teme por sua integridade física, alegando ter recebido ameaças e ouvido rumores sobre possíveis represálias.

Ainda segundo os advogados, o jovem pretende colaborar com as investigações e apresentar oficialmente sua versão dos fatos às autoridades.

A defesa sustenta que o episódio ocorreu em um contexto de reação para preservar a própria vida e afirma que a arma utilizada nos disparos pertenceria a uma das vítimas. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

*Com informações da Catve.com.

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