
- Atualizado há 2 dias
A esperança de encontrar com vida Roberto Farias, de 19 anos, ganhou força nas últimas horas após o relato da irmã do jovem desaparecido durante uma trilha no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul. Segundo a Renata Freitas contou ao Portal Nosso Dia, houve a informação de que gritos de socorro teriam sido ouvidos na região conhecida como Encosta do Camelo, um dos trechos mais íngremes e difíceis da montanha.
“Sim, mas não sabemos se é 100% dele. Eu tô confiante que sim”, relatou a irmã de Roberto, ao comentar a possibilidade de que os pedidos de ajuda tenham partido do jovem.
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Roberto desapareceu no dia primeiro de janeiro após iniciar uma trilha no Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Desde então, o caso mobiliza uma grande operação de busca e salvamento, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, com apoio de montanhistas voluntários experientes e conhecedores da região.

As equipes atuam tanto durante o dia quanto à noite, respeitando os limites de segurança impostos pelo relevo acidentado, mata fechada e mudanças bruscas no clima. Após o retorno das equipes por volta das 22h, os bombeiros realizam reuniões de planejamento para definir as estratégias do dia seguinte, com retomada das buscas logo nas primeiras horas da manhã.
A Encosta do Camelo, citada pela família, é considerada uma área crítica do Pico Paraná, com paredões, desníveis acentuados e trilhas técnicas, o que torna o trabalho de localização ainda mais complexo.
Paralelamente às buscas, a Polícia Civil acompanha o caso. A família de Roberto terá uma reunião na Delegacia de Polícia Civil de Campina Grande do Sul para tratar do andamento das investigações e da possibilidade de crime, embora, até o momento, não haja confirmação de qualquer ato criminoso.
Um representante legal constituído pela família também atua no combate à disseminação de fake news e a golpes que estariam utilizando indevidamente o nome de Roberto e a campanha de buscas para enganar pessoas solidárias à causa.
Mesmo diante das dificuldades, o relato dos possíveis gritos de socorro renovou a esperança da família e dos voluntários envolvidos. As equipes seguem concentrando esforços na região indicada, avaliando cuidadosamente cada informação recebida.