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Investigado por matar pinscher a paulada, professor da UTFPR é alvo de operação na RMC

O crime contra a cadela Cereja aconteceu em outubro, em Piraquara, e na frente de uma criança de 12 anos
O crime contra a cadela Cereja aconteceu em outubro, em Piraquara, e na frente de uma criança de 12 anos

Luiz Henrique de Oliveira

24/11/23
às
9:59

- Atualizado há 2 anos

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Um professor universitário da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), acusado de matar uma cadela da raça Pinscher com uma pancada na cabeça em um condomínio residencial em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, foi alvo de um mandado de busca e apreensão e outras medidas cautelares, na manhã desta sexta-feira (24). O crime contra a cadela Cereja aconteceu em outubro e na frente de uma criança de 12 anos.

Segundo as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o homem teria matado a pauladas a cadela Cereja, sob o pretexto estar defendendo o seu cão, da raça Akita, de grande porte. As investigações também conseguiram apurar que este não é um fato isolado e que o investigado já teria matado a pauladas outros cães em situação semelhante. Os indícios apontam que o investigado caminha com paus e tonfas, utilizados para matar qualquer animal que se aproxima.

Conforme a PCPR, no local foram apreendidos os bastões utilizados no crime e aparelhos celulares para instruir a investigação. O homem agora responderá pelo crime de maus-tratos a animais, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão.

Na época da morte de Cereja, o Portal Nosso Dia conversou com a cunhada da tutora da cadela, Lucimara Lima. “Em determinado momento, elas (cunhada e criança de 12 anos) encontraram o vizinho, professor da UTFPR, e o cão dele da raça Akita. Ele sempre carrega um porrete de madeira e a cereja latiu para o cachorro, mas não foi para cima dele em momento nenhum. Então, ele pegou o porrete e bateu na cabeça da cachorrinha, que na hora caiu desmaiada”, contou.

Ainda de acordo com Lucimara, o professor tentou agredir o outro cão que estava com a cunhada e a filha, mas não conseguiu. “Naquele momento, minha cunhada e sobrinha falaram: ‘Olha o que você fez com a cachorrinha’ e então ele disse: ‘cuide dos seus cachorros’. Após isso, foi embora e continuou a caminhada. As duas correram desesperadas para uma veterinária, mas em pouco tempo a Cereja acabou morrendo”, lamentou.

Sobre o caso, a UTFPR, universidade em que o professor trabalha, emitiu a seguinte nota:

A UTFPR recebe com a indignação a informação sobre a denúncia de maus tratos a um animal, que teriam sido cometidos por um servidor da instituição. Por se tratar de um ato praticado fora da Universidade, a apuração do ato deve ficar a cargo das autoridades externas competentes. De todo modo, a Instituição se põe à disposição dessas autoridades para prestar os esclarecimentos necessários“, diz a nota.

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