
- Atualizado há 2 dias
Ao mesmo tempo em que a Prefeitura de Curitiba avança na obra de proteção dos condutos forçados, um dos principais componentes da macrodrenagem para controle de cheias na Bacia do Rio Pinheirinho, surgem novos casos de vandalismo que prejudicam a estrutura e atrasam a conclusão dos trabalhos. Na noite desta quarta-feira (18/3), cerca de 50 metros de condutos foram incendiados e totalmente destruídos no Rio Vila Guaíra, na altura da Rua Dom Pedro, que integra a bacia do Rio Pinheirinho.
Os condutos forçados são grandes tubos de polietileno de alta densidade reforçados com fibra de vidro, instalados dentro do canal para conduzir grandes volumes de água da chuva de forma controlada.
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O episódio aconteceu enquanto o município avança nas obras de proteção dessas estruturas, com a concretagem dos condutos – medida adotada justamente para impedir ações de vandalismo e garantir a durabilidade do sistema.
A concretagem dos condutos é considerada estratégica para assegurar o funcionamento da drenagem na bacia do Rio Pinheirinho. Atualmente, os trabalhos acontecem em duas frentes simultâneas: no Córrego Santa Bernadete e no Rio Vila Guaíra. Na quinta-feira (19/3) as equipes precisaram ser divididas entre a continuidade das ações de proteção da estrutura e a limpeza nos pontos danificados.
O trecho do Rio Vila Guaíra concentra a obra de maior extensão e complexidade, com aproximadamente 1.500 metros de concretagem dos condutos. No local, está sendo executado o envelopamento das tubulações com concreto, técnica que reforça a estrutura e evita danos, além de preservar o desempenho do sistema hidráulico.
Durante a execução dos serviços, as equipes também identificaram grande quantidade de resíduos acumulados no interior dos condutos, situação que pode comprometer o escoamento da água. Por isso, além da proteção das tubulações, estão sendo realizados serviços de limpeza e desassoreamento, com retirada de sedimentos e ilhas de areia formadas no leito do rio.

O secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando de Souza Jamur, destaca a importância da intervenção para a cidade.
“A proteção desses condutos é fundamental para garantir o funcionamento adequado do sistema de drenagem da bacia do Rio Pinheirinho. São estruturas que cumprem um papel importante no controle das águas da chuva e precisam ser preservadas contra danos e vandalismo”, afirma.
A macrodrenagem integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade, que engloba mais de R$ 6 bilhões em investimentos da gestão Eduardo Pimentel entre 2025 e 2028.
De acordo com o fiscal da obra, Bruno Carvalho Biazetto, os trabalhos envolvem diferentes frentes para melhorar tanto a estrutura quanto a capacidade de escoamento.
“Além do envelopamento com concreto, que protege os condutos e evita intervenções indevidas, também realizamos a limpeza do leito do rio, com a retirada de resíduos acumulados. Esse conjunto de ações contribui para melhorar o escoamento das águas e preservar a funcionalidade do sistema”, explica Biazetto.
A previsão é que os serviços sejam concluídos até agosto de 2026, mas podem ter alterações conforme as condições climáticas, que influenciam diretamente o ritmo das intervenções no leito dos rios. O vandalismo é outro fator que impacta no termino da obra.
As obras fazem parte do conjunto de ações da Prefeitura voltadas à manutenção e proteção da infraestrutura de drenagem da bacia do Rio Pinheirinho, com o objetivo de ampliar a segurança hidráulica e reduzir riscos de alagamentos e danos às estruturas.
Paralelamente às obras estruturais, a Prefeitura mantém ações contínuas de limpeza e desassoreamento dos rios e córregos da região, com uso de escavadeiras hidráulicas e equipes especializadas para retirada de sedimentos e lixo descartado irregularmente.
Após a conclusão das intervenções nos cinco canais da Bacia do Rio Pinheirinho, estão previstas novas ações estruturantes, como a implantação de reservatórios de detenção de águas pluviais, com o objetivo de retardar o escoamento e ampliar a capacidade de resposta da região aos eventos de chuva.