
- Atualizado há 4 anos
Os três homens que agrediram o agente penal Jorge Guaranho, quando estava caído baleado após matar o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda, de 50 anos, foram ouvidos e podem ser indiciados. A informação foi dada na manhã desta sexta-feira (15) pela delegada Iane Cardoso, da equipe que investiga o caso em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Logo após Guaranho ser baleado por Marcelo, ele caiu ao chão e imagens de câmeras de monitoramento mostram três homens o chutando. De acordo com a delegada, o possível indiciamento acontecerá se ficar provado que as agressões contribuíram para o agravamento das lesões de Guaranho.
“Eles foram identificados, confirmaram o que realmente aconteceu e o inquérito está em andamento, faltando o exame de corpo e delito na vítima. Com esse exame, a Policia Civil vai analisar o nexo da casualidade da conduta deles e o dano causado, para então tipificar a conduta de cada um”, disse a delegada.
Em depoimento, um dos suspeitos afirmou que deu um chute na cabeça de Guaranho para tirar a arma dele. Com os resultados dos exames de corpo e delito, a Polícia Civil definirá se haverá indiciamento e, se houver, por qual tipificação penal.
Guaranho permanece internado em estado grave e entubado em um hospital de Foz do Iguaçu, após levar quatro tiros na confusão.
Agente penal ficou sabendo da festa em churrasco
O agente penal Jorge Guaranho foi até a festa do tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores), Marcelo Arruda, de 50 anos, após ficar sabendo da temática do aniversário durante um churrasco. Guaranho chegou ao local com a esposa e o filho ouvindo uma música de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e começou a discutir com o aniversariante, na noite do último sábado (9), em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná.
“Na investigação durante estes dias, o que podemos perceber, por meio de análises e imagens, além de depoimentos, foi de que na data do dia 9 o Guaranho estava em um churrasco do futebol, onde ingeriu bebidas alcóolicas e tomou conhecimento sobre a festa em um clube ali próximo, por meio de outra testemunha, que tinha acesso às câmeras de seguranças. Quando essa testemunha acessa as imagens, o autor vê, descobre onde é a festa”, afirmou a delegada Camila Ceconello, responsável pela investigação do caso.
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