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O homem acusado de agredir brutalmente uma recepcionista em um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por tentativa de feminicídio. O caso, que ocorreu no início de março, causou grande repercussão e revolta após a divulgação das imagens da violência, registradas por câmeras de segurança.
A denúncia criminal foi oferecida nesta segunda-feira (16) pela 6ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida de Curitiba contra o suspeito, de 24 anos. O crime aconteceu no dia 7 de março, quando ele atacou a funcionária, Maria Niuzete Batista, que trabalhava na recepção de um hotel da capital.
De acordo com o MPPR, o denunciado responderá pelos crimes de feminicídio tentado, estupro tentado que resultou em lesão grave e fraude processual. O Ministério Público também apontou agravantes, como o uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo as investigações, o homem atacou a recepcionista durante o turno de trabalho dela no hotel. A vítima foi agredida violentamente e sofreu ferimentos graves.
Ainda conforme a denúncia, após o crime o suspeito tentou dificultar as investigações ao retirar da tomada o computador que armazenava as imagens das câmeras de segurança que registravam a área da recepção. A ação foi classificada pelo Ministério Público como fraude processual.
O advogado da vítima, Jackson Bahls, classificou a denúncia como uma vitória para as mulheres: “a denúncia é uma vitória para as mulheres em matéria de luta contra a violência de gênero. Contrariando a autoridade policial, que inicialmente considerava o caso como um mero homicídio, conseguimos que a denúncia trouxesse três crimes, feminicídio, estupro e fraude processual. Agora a sociedade de Curitiba, no Tribunal do Júri, vai condenar esse criminoso”, afirmou.
O suspeito foi preso em flagrante no dia da agressão. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça a pedido do Ministério Público, e ele permanece detido.
O caso segue agora para tramitação judicial, onde a Justiça decidirá sobre o recebimento da denúncia e o andamento do processo criminal.