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SEGURANÇA

Guarda que matou homem em casa de passagem de Curitiba está afastado e sem arma

Caso aconteceu dentro da Casa de Passagem Rebouças, no dia 7 de novembro, em Curitiba
Secretário Péricles de Matos e inspetor Celso dos Santos prestam contas da GM na Câmara de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Caso aconteceu dentro da Casa de Passagem Rebouças, no dia 7 de novembro, em Curitiba

Redação*

23/11/23
às
7:14

- Atualizado há 2 anos

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Falando aos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta quarta-feira (22), o secretário de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos, prestou contas das ações da Prefeitura de Curitiba após uma pessoa em situação de rua ter sido morta, dentro da Casa de Passagem Rebouças, no dia 7 de novembro, por um guarda municipal. Segundo Péricles, o agente está afastado das funções e sem arma.

“Não posso me manifestar sobre o episódio em si, porque existe uma investigação em andamento”, posicionou-se Matos, referindo-se aos inquéritos abertos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Paraná. Ele e Maria Alice Erthal, presidente da Fundação de Ação Social, prestaram contas das suas pastas, hoje, na CMC.

“[No dia] nós no deslocamos para o local do episódio e começamos a desenvolver uma série de procedimentos administrativos: o afastamento imediato do servidor e a suspensão do porte da arma; foi instaurada de imediato uma sindicância administrativa para apuração das circunstâncias do fato, como a autoria e a materialidade; e mudamos o perfil de patrulhamento, pois não atendemos só as Casas de Passagem, mas também todo aparelhamento da Prefeitura de Curitiba, como o Mesa Solidária, museus, locais sob vigilância da Muralha Digital”, relatou o secretário de Defesa Social, que tem sob o guarda-chuva da pasta a Guarda Municipal (GM) de Curitiba.

Matos confirmou que foi mudada a chefia da Guarda Municipal na Regional Matriz após a morte na Casa de Passagem Rebouças.

“[Desde o episódio] orientamos o uso do apito para acionar apoio imediato, se o guarda municipal não tiver como acionar o rádio ou usar o telefone. Desenvolvemos um novo protocolo padrão para atendimento nessas situações”, acrescentou. Ele explicou que os guardas são instruídos a seguir o “emprego gradativo da força”, que vai da admoestação verbal para a imobilização, daí para bastão, spray de gengibre e arma de fogo, “[mas] só se o agressor tiver uma arma de fogo”. “Nessa política há um princípio chamado force continuum, que se o agente é surpreendido, ele vai saltar a progressão normal”.

*Com informações da Câmara Municipal de Curitiba

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