
- Atualizado há 4 anos
Depois de a Justiçado Paraná revogar a autorização dada ao agente penitenciário federal Jorge Guaranho, para cumprir prisão preventiva em casa, ele já está preso no Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR). Guaranho responde pelo assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, que aconteceu no dia 9 de julho em Foz do Iguaçu (PR).

“A Secretaria da Segurança Pública informa que a operação de cumprimento de mandado de prisão e transferência de Jorge Guaranho para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, foi concluída. O réu foi transportado em ambulância e escoltado por equipes policiais do Setor de Operações Especiais (SOE), do Departamento de Polícia Penal do Paraná”, informou a SESP-PR por meio de nota.
Conforme a SESP-PR, “a saída da residência de Guaranho, em Foz do Iguaçu, se deu por volta de 18h20 de sexta-feira (12). A chegada ao Complexo Médico Penal se deu às 2h51 deste sábado (13)”.
Revogação
O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, havia autorizado o regime domiciliar depois que o Departamento de Polícia Penal Paraná informou que não teria estrutura para garantir a segurança de Guaranho no presídio.
Em menos de dois dias, a Secretaria de Segurança do Estado enviou um novo posicionamento à Justiça, afirmando que tem “plenas condições estruturais e humanas” de cumprir a ordem judicial. Em nota, a pasta informou que o Complexo Médico Penal, para onde Guaranho será transferido, passava por um “processo de reestruturação física e contratação de pessoal”, o que “impossibilitou a transferência” em um primeiro momento.
A mudança de posicionamento ocorreu após o Ministério Público do Estado pedir urgência na prisão de Guaranho a acusar o governo de “descaso”.
O crime aconteceu durante a festa de aniversário de 50 anos do petista. Guaranho invadiu a celebração temática do PT e matou Arruda a tiros na frente de familiares e convidados. A Justiça autorizou a denúncia do Ministério Público do Paraná e ele vai a julgamento por homicídio duplamente qualificado.