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Greve na Brose chega ao 29º dia e metalúrgicos denunciam agressões da PM na RMC; vídeo

Um vídeo enviado pelos metalúrgicos mostra momentos de confusão entre manifestantes e agentes da Polícia Militar do Paraná
(Foto: Reprodução
Um vídeo enviado pelos metalúrgicos mostra momentos de confusão entre manifestantes e agentes da Polícia Militar do Paraná

Redação Nosso Dia

27/02/26
às
8:07

- Atualizado há 31 segundos

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Os trabalhadores da multinacional alemã Brose, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), entraram nesta terça-feira (24) no 28º dia consecutivo de greve. Além das reivindicações por melhores salários e benefícios, o movimento passou a ser marcado por denúncias de truculência policial durante manifestação em frente à fábrica.

Um vídeo enviado pelos metalúrgicos mostra momentos de confusão entre manifestantes e agentes da Polícia Militar do Paraná. Segundo os trabalhadores, a corporação teria sido acionada durante a mobilização. Eles afirmam que houve agressões, intimidação e a prisão de uma mulher sem a presença de policial feminina, o que, segundo relatos, desrespeitaria protocolos de abordagem.

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Assista ao vídeo:

A vereadora de Curitiba Giorgia Prates se manifestou nas redes sociais e criticou a condução da ação policial. “O que deveria ser uma mesa de negociação virou caso de polícia. Trabalhadores estão em greve por pautas básicas, como vale-mercado. Direitos mínimos”, declarou. Ela também afirmou que houve “postura antissindical” por parte da empresa e classificou a repressão como incompatível com o direito de organização sindical.

Assembleia mantém paralisação

A paralisação teve início em 28 de janeiro e envolve cerca de 300 trabalhadores. Em assembleia realizada no último sábado (21), na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), em São José dos Pinhais, os funcionários decidiram manter o movimento.

Na mesma reunião, a categoria autorizou o sindicato a ingressar com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região para tentar viabilizar a mediação de uma mesa de negociação.

A decisão foi comunicada aos trabalhadores nas entradas dos turnos de segunda-feira (23), com a presença de dirigentes sindicais, entre eles o vice-presidente do SMC, conhecido como Nelsão da Força, e o presidente da entidade, Sérgio Butka.

Impasse nas negociações

De acordo com o sindicato, a continuidade da greve se deve à falta de avanço nas negociações de um Acordo Coletivo de Trabalho. A entidade afirma que os salários e benefícios oferecidos estariam abaixo do praticado no setor de autopeças.

O presidente do SMC, Sérgio Butka, declarou que a empresa estaria irregular em relação à representação patronal no Paraná e criticou o que chamou de ausência de diálogo. “Os trabalhadores mantiveram a unidade durante a greve. A empresa precisa negociar”, afirmou.

Denúncias de práticas antissindicais

Além das críticas à atuação policial, o sindicato acusa a empresa de adotar práticas antissindicais, como a contratação de temporários durante o período de greve e tentativas de desmobilização do movimento.

Até o momento, não houve divulgação oficial de posicionamento da empresa sobre as denúncias de truculência ou sobre o andamento das negociações.

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda um retorno.

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